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Saúde e Bem-estar

Natal: Ambientes, Memória e Afetividade

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Pare por um segundo, pergunte-se, “Quais são as minhas memórias de infância?”, se fechar os olhos e eu adicionar aromas de canela e mel, deixar-lhe tocar no ramo de pinheiro, certamente, os estímulos levam-na/o para as “Memórias Natalícias”. No entanto, porque é que o Natal nos envolve e emociona tanto?

Para o psicólogo e professor, Hélio Delineador “A beleza do Natal tem a ver com a noção de que a vida passa em ciclos. Para as pessoas, significa reinício, novas possibilidades e a realização dos sonhos. Atualmente, vivemos um tempo muito acelerado, no Natal tudo parece mais lento.”

Segundo, o professor António Pádua Serafim “As decorações de Natal representam algo pacificador, porque está ligado à família – principalmente, à Sagrada Família-“. Estes enfeites envolvem-nos e imergem-nos na sensibilidade coletiva, trazem a reaproximação e os bons sentimentos.

O que emociona as pessoas não é a decoração por si só, mas tudo o que ela representa. Amor, renovação, perdão e união.

Algumas estratégias para tornar os ambientes natalícios, ainda, mais memoráveis e envolventes:

  • Aromas: Colocar velas que contenham ingredientes tais como gengibre, canela, maçã, abóbora, hortelã, pinho e laranja. Pode igualmente criar uma infusão caseira.
  • Sons: Fazer uma playlist com a família com músicas desta época.
  • Aconchego: almofadas e mantas fofinhas. Iluminação quente. Temperatura regulada.
  • Para quem tem crianças, envolvê-las nas tarefas, isto irá criar memórias pois, recebem e armazenam as informações mais relevantes do ambiente.

Tenha um Natal cheio de Paz, Amor, Saúde e Boas Memórias!

Proposta para decoração natalícia, Marta Pedreira, d.er, Arcos de Valdevez, 2022

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Saúde e Bem-estar

A vida em piloto automático: estamos a Viver ou apenas a Existir?

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Já alguma vez deu por si a entrar em casa, pousar as chaves e, de repente, perceber que não se lembra do caminho percorrido? O semáforo em que parou, as ruas atravessadas, o olhar das pessoas ao redor… tudo apagado da memória. É como se o corpo tivesse funcionado, mas a mente estivesse ausente. Esse é o sinal claro de que estava em piloto automático.

Vivemos num tempo em que a pressa se tornou rotina. Acordamos, preparamos o dia, trabalhamos, cumprimos tarefas, deitamos. No meio deste ciclo, raramente paramos para sentir, pensar ou saborear a vida. Limitamo-nos a “funcionar”, como se cada dia fosse apenas mais uma etapa numa linha de montagem.

O piloto automático, em si, não é um inimigo. Ele é útil quando precisamos de executar ações repetitivas. O perigo surge quando passamos a viver quase exclusivamente assim, desligados do presente e de nós próprios. Nesse estado, corremos o risco de deixar escapar momentos importantes, relações verdadeiras e até a sensação de propósito. 

O perigo do piloto automático é descobrirmos, tarde demais, que deixámos a vida passar.

As consequências aparecem de forma silenciosa: fadiga emocional, sensação de vazio, relações superficiais. Dias que passam sem realmente serem vividos. De repente, damos por nós a olhar para trás e perceber que meses, até anos, se perderam numa sucessão de atos mecânicos, como páginas de um livro que nunca chegámos a ler.

Então veja, se ultimamente, tem sentido alguns destes sinais:

  • Age sem pensar

Age sem pensar no que está a fazer, como está a fazer ou o porque o faz.; como escovar os dentes, tomar café ou conduzir para o trabalho, sem se lembrar dos detalhes do trajeto ou das ações realizadas? Este é um dos principais sinais clássicos de que está a viver em piloto automático.

  • Sente-se desligado

Tem, habitualmente, dificuldades para se concentrar em atividades, perde- se em pensamentos repetitivos e sente que está “desligado” do mundo ao seu redor.

  • Age por impulso

Toma decisões precipitadas, sem analisar as consequências, e age por impulso em vez de refletir sobre a melhor forma de atuar.

  • Sente-se insatisfeito

Tem a sensação de que a vida está a passar sem a aproveitar ao máximo, por isso, costuma se sentir aborrecido, desmotivado e insatisfeito com sua rotina.

  • Não consegue desligar o telemóvel 

 Verifica automaticamente o telemóvel à procura de atualizações, novos e-mails, novidades nas redes sociais.

  • Negligencia sua saúde

Alimenta-se de forma inadequada, dorme pouco e não pratica exercício físico com regularidade. Esta negligência com a própria saúde pode ser um sinal de que está no piloto automático e não está a priorizar o seu bem-estar.

“Não são os dias em piloto automático que recordamos, mas aqueles em que estávamos verdadeiramente presentes.”

Mas há saída; e não exige grandes revoluções — apenas pequenos gestos de consciência:

  • Fazer uma pausa no meio do dia para respirar fundo.
  • Observar atentamente o lugar onde estamos, os sons, as cores, os detalhes.
  • Redescobrir prazeres simples, como saborear um café, ouvir uma música ou conversar sem pressa.
  • Perguntar a si mesmo: “Estou a viver ou apenas a existir?”

A vida não se repete. Cada instante é único e irrepetível. Viver de forma consciente é um ato de coragem, quase uma rebeldia contra o ritmo acelerado do mundo moderno. É escolher estar desperto, abrir espaço para a presença e permitir que cada momento, por mais pequeno que pareça, tenha valor.

Porque,

 Cada instante é único: ou o vivemos agora, ou nunca mais o viveremos.

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Saúde e Bem-estar

Pedir Ajuda…um ato de coragem

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Crescemos a acreditar que pedir ajuda é sinal de fraqueza, quando na realidade é precisamente o contrário. Reconhecer que não conseguimos enfrentar sozinhos determinadas situações exige uma coragem imensa e uma grande maturidade emocional.

Infelizmente, o medo do julgamento e a vergonha ainda afastam muitas pessoas desse passo essencial. Guardamos para nós as angústias, as dúvidas e até as dores mais profundas, acreditando que é mais fácil calar do que expor a vulnerabilidade. Mas o silêncio pode transformar-se num fardo insuportável, conduzindo a comportamentos prejudiciais para nós e para quem nos rodeia.

Quantas vezes já sentiu que precisava de ajuda, mas acabou por ficar em silêncio? Talvez por vergonha, talvez por medo do que os outros pudessem pensar. A verdade é que muitos de nós carregamos dores e preocupações sozinhos, em silêncio, como se fosse errado mostrar fragilidade.

Mas deixe-me dizer-lhe uma coisa importante: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é um dos atos mais corajosos que alguém pode ter. É reconhecer que não temos de enfrentar tudo sozinhos, que somos humanos, que sentimos, que caímos… e que também precisamos de mãos estendidas para nos levantarmos.

O silêncio pesa. E quanto mais tempo o guardamos, mais nos pode magoar. Às vezes esse peso transforma-se em tristeza profunda, em solidão, em comportamentos que nos fazem mal. Mas não tem de ser assim. Quando falamos, quando pedimos apoio, abrimos uma porta para o alívio e para a esperança.

É urgente quebrar este ciclo. Pedir ajuda – seja a um amigo, a um familiar ou a um profissional – é um gesto de amor-próprio. Não significa fraqueza, mas sim consciência de que a partilha pode aliviar o peso e abrir caminhos para soluções que sozinhos talvez não conseguíssemos encontrar. Quando partilhamos o que sentimos, quando abrimos o coração, damos espaço para o alívio, para a compreensão e até para a esperança.

Todos nós, em algum momento, precisamos do outro. Somos seres sociais e é na ligação com os demais que encontramos apoio, conforto e esperança. Se mais pessoas compreendessem que pedir ajuda não é sinal de incapacidade, mas sim de coragem, talvez evitássemos muitas situações de sofrimento em silêncio.

Descubra as vantagens que surgem quando pedimos ajuda:

  • Fortalecimento: 
  • O apoio de outras pessoas ou profissionais pode-nos fortalecer e aumentar as nossas oportunidades de superar obstáculos e alcançar os nossos objetivos. 
  • Novas perspetivas: 
  • Falar sobre os nossos sentimentos e preocupações com alguém qualificado pode diminuir a intensidade de pensamentos e sentimentos difíceis, e ajudar-nos a encontrar novas perspetivas e soluções. 
  • Conexão e solidariedade: 
  • Pedir ajuda cria pontes para a saúde mental, conectando-nos com recursos, profissionais e comunidades que oferecem suporte, compreensão e uma rede de solidariedade.

Por isso, deixo um apelo: não tenha medo de falar, não tenha vergonha de procurar apoio. Pode ser o passo que fará toda a diferença. Afinal, ninguém precisa carregar o mundo sozinho.

Pedir ajuda é um ato de amor-próprio e nós merecemos esse amor!

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Saúde e Bem-estar

No Turbilhão da Vida, Encontre a Calma em Si Mesmo!

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Vivemos em um mundo acelerado, onde a correria do dia a dia nos empurra para a próxima tarefa antes mesmo de concluirmos a anterior. O excesso de estímulos e informações consome a nossa atenção e, muitas vezes, distancia-nos de nós mesmos. Neste cenário, o autoconhecimento torna –se uma ferramenta de crescimento pessoal, mas também uma necessidade fundamental para o bem-estar.

No nosso dia- a- dia somos bombardeados com imensa informação e com o acumular de inúmeras responsabilidades, é fácil perder o contacto connosco próprios e entrar em modo automático. Entre prazos, notificações e a constante pressão para sermos produtivos, esquecemo-nos de algo essencial: parar e refletir.

A Importância da Pausa

Neste ritmo frenético do dia-a-dia, a pausa é muitas vezes vista como um luxo ou como uma fraqueza. No entanto, é precisamente nesses momentos de quietude que encontramos a clareza. A reflexão permite-nos analisar as nossas ações, compreender as nossas emoções e definir as nossas prioridades. É como fazer uma pausa numa viagem para verificar o mapa e garantir que estamos no caminho certo.

Parar para refletir permite-nos identificar padrões de comportamento, reconhecer emoções e compreender o que nos motiva. Este processo ajuda-nos a tomar decisões mais conscientes, alinhar as nossas ações com os nossos valores e encontrar um sentido mais profundo para as nossas escolhas diárias.

A Jornada do Autoconhecimento

O autoconhecimento é uma viagem interior, um mergulho nas profundezas da nossa mente e do nosso coração. Envolve questionar as nossas crenças, reconhecer os nossos padrões de comportamento e aceitar as nossas vulnerabilidades. Não é um processo fácil, mas é fundamental para o nosso bem-estar e crescimento pessoal.

Ferramentas para o autoconhecimento

Existem diversas maneiras de praticar o autoconhecimento, e cada pessoa pode encontrar a que melhor se adapta ao seu estilo de vida:

  • Diário /Escrita reflexiva:  escrever sobre os nossos pensamentos e sentimentos pode ser uma forma poderosa de processar experiências e ganhar clareza. Um diário pode ajudar a organizar pensamentos e emoções.
  • Meditação e mindfulness: Técnicas que trazem a atenção para o presente e ajudam a perceber padrões mentais. Dedicar alguns minutos do dia para acalmar a mente e focar no presente pode ajudar a desenvolver a consciência de si mesmo.
  • Terapia: conversar com um profissional pode proporcionar insights valiosos sobre comportamentos e emoções.
  • Feedback de pessoas próximas: ouvir como somos percebidos pelos outros pode revelar aspetos de nossa personalidade que desconhecemos. Partilhar as nossas reflexões com pessoas de confiança pode oferecer novas perspetivas e apoio.
  • Tempo na Natureza: A tranquilidade da natureza pode proporcionar um espaço para a introspeção e a conexão consigo mesmo.

Os Benefícios da Reflexão

  • Clareza: ajuda a definir prioridades e a tomar decisões mais conscientes.
  • Autoconfiança: permite reconhecer os nossos pontos fortes e áreas de melhoria.
  • Resiliência: fortalece a capacidade de lidar com desafios e adversidades.
  • Bem-estar: promove a saúde mental e emocional, reduzindo o stress e a ansiedade.

Um Convite à Reflexão

O autoconhecimento não é um destino final, mas uma jornada contínua. Ao reservar momentos para reflexão, ganhamos clareza sobre nós mesmos e criamos condições para uma vida mais autêntica e equilibrada. Em meio à pressa do cotidiano, fazer pausas não é perder tempo – é um investimento essencial para viver com mais propósito e plenitude.

Ao investir tempo em si mesmo, estará a construir uma base sólida para uma vida mais equilibrada, significativa e autêntica.

Lembre-se, o autoconhecimento não é um destino, mas sim uma jornada contínua.

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