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“Ohana é família, e a família nunca abandona”

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Ohana é um conceito da cultura hawaiana que significa família, incluindo parentes de sangue ou adotados. A palavra foi dada a conhecer por um filme infantil da Disney que levava por nome lilo & stitch, e contava a história de uma menina que ‘adotava’ uma criatura vinda doutro mundo, tornando-a parte da sua família.

E foi neste conceito de família, amor e cuidado no qual César Gomes, com o apoio da sua esposa,  Alexandra, gerontóloga social, se inspirou para criar a empresa Ohana Serviços. Uma empresa dedicada ao cuidado dos mais velhos e de toda a comunidade.

“A ideia existiu sempre existiu. Tínhamos noção que era uma ideia inovadora, um serviço nunca antes visto no meio onde estamos inseridos, sabia que poderia funcionar. Mas tinha um bocado de receio de avançar com o projeto”, confessa.

O sentimento que existia em relação ao seu projeto é um sentimento que já todos nós, pelo menos uma vez na vida, sentimos: o medo a falhar, o receio que as nossas ideias -quando implicam inovação- não sejam bem aceites, acabando por as deixar de parte:  “este projeto esteve em stand by durante quatro anos. Até que um dia avancei e, em dezembro de 2021, nasceu a Ohana.”

A Ohana é uma empresa que está no ativo desde janeiro 2022. E desde então já deu apoio a mais de 10 famílias “na Ohana pretendemos ser a família que, por vezes, os nossos clientes não têm. Aquilo que nós oferecemos vá muito mais além dos cuidados médicos e de enfermagem que disponibilizamos. Muitas vezes, somos o ombro amigo, a palavra de conforto, a companhia daqueles idosos.”

A empresa trabalha em duas vertentes: a ação e o cuidado dos idosos que moram sozinhos em casa, e o trabalho com a comunidade em geral “através de sessões de sensibilização e a dinamização através de workshops junto dos cuidadores formais e informais”. Dentro do espectro dos cuidados ao idoso a Ohana disponibiliza um conjunto de serviços de enfermagem e saúde de reabilitação “para preservar a autonomia dos idosos o máximo de tempo possível.”

Cada vez mais a institucionalização dos idosos é uma realidade. A Ohana também foi criada com intuito de possibilitar “que os idosos possam prolongar a estadia na sua casa, no conforto do seu lar o maior tempo possível para que possam manter-se ativos e no espaço que lhes é familiar. No lar onde criaram os seus filhos, onde têm as suas recordações.” 

Além desta vertente de cuidados ao domicílio a Ohana também promove ações de Turismo Sénior “através de parcerias com universidades sénior e associações criamos roteiros que incluem passeios de um dia inteiro. Neste momento, existem quatro roteiros pre-definidos nas vilas deArcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo. Estes roteiros também são uma forma de oferecer bem-estar e cuidado. Muitas pessoas, em idade da reforma, ainda estão ativas e nada melhor do que estas ações para promover a convivência.”, afirma.

Segundo os dados definitivos dos censos de 2021 divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2021, a percentagem de população idosa (65 e mais anos) representava 23,4%, o que se traduz em 184,9 idosos por cada 100 jovens. A Ohana serviços foi criada precisamente a pensar nestes números.

Numa sociedade onde a população idosa é cada vez maior, é importante criar meios para que esta população possa encontrar respostas que lhes permitam assegurar o seu bem-estar e a sua autonomia. Que lhes permita envelhecer com dignidade e que possam usufruir do seu lar a maior quantidade de tempo possível.

“Para nós na Ohana é muito importante poder proporcionar aos idosos ferramentas para se sentirem úteis. É necessário promover a automonima. Que eles se convençam que são capazes. Que a vida não acabou, que podem adaptar as suas tarefas à realidade que estão a viver. E esse é o nosso objetivo.”

Além de todos os serviços de acompanhamento e cuidado ao idoso a Ohana também presta serviço aos cuidadores, sejam eles formais ou informais “ser cuidador é um trabalho que requer muita dedicação, muitas horas, muito esforço e muitas vezes, os familiares tornam-se cuidadores sem estarem preparados. A Ohana também foi criada para isto. Tentamos dar ferramentas aos cuidadores. E também, auxiliá-los nos cuidados com eles próprios. Que possam ter tempo para cuidarem de si. Isto é fundamental.” 

A equipa da Ohana é uma equipa multidisciplinar. Está conformada por três enfermeiras, uma gerontóloga, e uma especialista em neurociências aplicadas à arquitetura. Uma equipa altamente capacitada para o cuidado e apoio não só aos idosos, como também às famílias e aos cuidadores “por vezes gerir o trabalho que temos na Ohana não é fácil. Não fazemos disto um trabalho a tempo inteiro e por vezes, gerir os horários não é fácil, mas é um trabalho tão gratificante, tão apaixonante que tudo se consegue. É um projeto que foi criado com amor.”

A velhice é um simples preconceito aritmético, e todos nós seríamos mais jovens se não tivéssemos o péssimo hábito de contar os dias que vivemos.”

júlio dantas

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Equipa feminina do FC Porto escolheu Arcos para preparar nova temporada

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A equipa feminina do FC Porto voltou a escolher Arcos de Valdevez para realizar o estágio de preparação para a nova temporada, reforçando a presença do concelho no mapa dos destinos procurados para estágios desportivos.

A formação portista permaneceu em Arcos de Valdevez durante cinco dias, entre 28 de julho e 1 de agosto, período em que desenvolveu o seu plano de preparação antes do arranque da época oficial.

Durante o estágio, as jogadoras recorreram às infraestruturas desportivas do concelho para desenvolver trabalho físico, técnico e tático, aproveitando também as condições proporcionadas pelo território.

Arcos ganha espaço no turismo desportivo

A passagem do FC Porto pelo concelho insere-se numa aposta mais abrangente de Arcos de Valdevez no turismo desportivo.

Nos últimos anos, o concelho tem recebido equipas nacionais e internacionais para a realização de estágios, beneficiando da conjugação entre infraestruturas desportivas, espaços naturais, tranquilidade e capacidade de acolhimento.

A presença destas equipas representa também um impacto que ultrapassa a vertente estritamente desportiva. Os estágios implicam a utilização de unidades hoteleiras, restauração e comércio local, contribuindo para a dinamização da economia do concelho.

A nova passagem da equipa feminina do FC Porto por Arcos de Valdevez reforça, assim, a estratégia de afirmação do território como destino para a preparação de equipas e realização de estágios desportivos.

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Arcos investe mais de 62 mil euros em apoio a 1.400 alunos

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A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vai investir mais de 62 mil euros em auxílios económicos destinados a 1.400 alunos do concelho, numa medida que pretende ajudar as famílias a enfrentar as despesas associadas ao arranque do novo ano letivo.

O apoio resulta de um protocolo aprovado entre o Município e a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Valdevez, para o ano letivo 2026/2027.

Apoio abrange fichas de trabalho

No âmbito da ação social escolar, a autarquia vai comparticipar a aquisição das fichas de trabalho, sendo o valor do apoio definido de acordo com o escalão de rendimento dos alunos.

Os estudantes abrangidos pelos escalões A e B terão direito a uma comparticipação de 100% do custo das fichas de trabalho.

Já os alunos sem escalão beneficiarão de um apoio correspondente a 50% do valor.

A medida pretende aliviar os encargos das famílias numa altura do ano particularmente exigente para os orçamentos familiares e garantir o acesso dos alunos aos recursos pedagógicos necessários, independentemente da sua condição económica.

Com este investimento, o Município pretende reforçar a igualdade de oportunidades no acesso à educação, apoiar as famílias arcuenses e contribuir para o sucesso educativo dos alunos do concelho.

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Souto e Tabaçô celebraram o regresso dos emigrantes à terra

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O verão é também tempo de regressos e reencontros em Arcos de Valdevez. A União de Freguesias de Souto e Tabaçô promoveu a Festa do Emigrante, num momento dedicado a todos aqueles que vivem longe, mas que nesta altura do ano regressam às suas raízes.

A iniciativa decorreu na sede da Junta da União de Freguesias e reuniu dezenas de pessoas, num convívio marcado pela animação e pela tradição.

Mais do que um momento festivo, a iniciativa procurou proporcionar uma oportunidade de reencontro entre familiares, amigos e diferentes gerações, numa época particularmente significativa para as freguesias do concelho, marcada pelo regresso de muitos emigrantes.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez esteve representada pelo vereador Carlos Taveira, que participou no convívio e deu as boas-vindas a quem regressou à terra durante o mês de agosto.

A Festa do Emigrante procurou, assim, reforçar os laços entre a comunidade residente e aqueles que construíram a sua vida fora do concelho, mas continuam a manter uma forte ligação às suas origens.

Entre saudade, tradição e reencontros, Souto e Tabaçô voltaram a celebrar aqueles que partiram, mas que continuam a chamar “casa” à terra que os viu partir.

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