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Cultura

Considera-se um ‘néscio’? Então este livro é para si!

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Foi na tarde destessábado, 22 de abril, que na Sala da Varanda, da Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, foi apresentado o livro ‘Teixeira de Queiroz para néscios´ do professor, investigador e escritor arcuense, Filipe Alves Machado.

A apresentação contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, de Nuno Soares, da Casa das Artes e do Professor de Arte da Escola Básica EB2,3/S, Luís Troufa.

Desde jovem que Filipe Machado é um investigador e um entusiasta da história que envolve um dos escritores mais brilhantes que Arcos de Valdevez teve: Teixeira de Queiroz. Foi basado na obra e figura deste ilustre arcuense que o autor fez a sua tese, e, passados alguns anos, quis escrever um livro que contasse a história de Teixeira de Queiroz e que também, que compila-se algumas das suas obras.

E foi assim, que durante o primeiro -e parte do segundo- confinamento por causa da covid-19- nasceu o livro ‘Teixeira de Queiroz para néscios’

há alguns anos que o João Manuel Esteves (autarca) me lançou o repto de escrever um livro sobre Teixeira de Queiroz, uma vez que sou um grande conhecedor da vida e obra do escritor. Mas aquilo ficou assim, lançado ao ar. Mas a ideia esteve sempre em fazer um livro do género daqueles de ‘matemática para totós…’ E passado uns anos, nasce este ‘Teixeira de Queiroz para néscios'”.

Filipe Alves machado. autor do livro.

Mas este livro tem uma particularidade muito especial. As imagens que o ilustram foram feitas pelos alunos de arte da Escola Básica EB 2,3/S de Arcos de Valdevez, segundo as indicações do professor Luís Troufa

aceitamos o desafio lançado pelo Filipe para ilustrar este livro e agradecemos o desafio. Os alunos tiveram de criar ilustrações para um livro que iria ser publicado e isso acresceu a vontade de participar, mas também a responsabilidade.”

Troufa. Professor de arte na escola básica eb 2,3/ de arcos de valdevez

Outra das curiosidades que o livro tem fixa-se no facto de todas as imagens que estão na contra-capa do livro foram feitas pelo Simão Leite “um jovem aluno que sofre de um espectro do autismo. Mas que se expressa perfeitamente através dos desenhos e também participou neste desafio”, explica Troufa.

Para João Manuel Esteves, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez “temos neste livro uma forma diferente de conhecer uma personagem nossa. Está aqui um trabalho fantástico. Passar para um livro textos e pensamentos, de uma forma que seja compreendida por todos. E o Filipe neste livro juntou o conhecimento, a literatura e o sentido de pertença, com um título ‘fora da caixa’ e um conteúdo simples. Fica aqui a minha homenagem a ele, aos professores e a todos os alunos que participaram”, culminou.

Filipe Machado não gosta de ser chamado de: autor do livro “porque este livro foi feito só por mim, mas também pelos alunos que o ilustraram, pela equipa de design, liderada pelo Hugo, Daniela e Filipa, e pela autarquia e a Casa das Artes na pessoa do Nuno Soares, que sempre me apoiaram” referiu.

Acerca do título do livro

Segundo o dicionário português a palavra ‘néscio’ significa: ignorante/inepto “e por isso escolhi esta palavra porque, de facto, quase ninguém sabe nada acerca de Teixeira de Queiroz. Somos todos um bocado ‘ignorantes’ neste tema. Infelizmente é um escritor arcuense quase esquecido e por isso pensei fazer um livro acerca dele e para um público juvenil, num registo mais descontraído e envolver a juventude na ilustração do livro”.

Filipe Machado explica que com este livro pretendeu levar a bom porto “a missão cívica de fazer este conhecimento mais acessível e menos académico.”

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Cultura

Estamos a perder a capacidade de pensar? Novo livro deixa alerta inquietante

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Num mundo onde as notificações não param e os estímulos digitais dominam o dia a dia, surge um livro que promete abalar consciências e lançar um debate urgente sobre a forma como vivemos.

“Homo Reactivus: Consequências da Cibercultura para um Novo Mundo”, da autoria do investigador arcuense Pedro Rodrigues Costa, chega às livrarias com uma mensagem clara: estamos cada vez mais a substituir a ação pela reação — e isso pode ter consequências profundas na nossa sociedade.

A obra, publicada pela Edições Húmus, parte de uma ideia reforçada pelo World Happiness Report 2026: uma atitude ativa está diretamente ligada a maiores níveis de bem-estar. No entanto, a realidade atual parece seguir na direção oposta.

Vivemos numa era marcada por respostas rápidas, impulsivas e muitas vezes condicionadas por algoritmos, redes sociais e até inteligência artificial. Segundo o autor, esta “cultura da reatividade” está a moldar comportamentos e a limitar a capacidade crítica, autónoma e consciente dos indivíduos.

Mais do que uma simples análise, o livro levanta um alerta sério: quando as pessoas passam a viver sobretudo em modo de reação — frequentemente influenciadas por conteúdos pensados para consumo rápido ou manipulação — diminui o espaço para o pensamento profundo e para a ação intencional.

Entre os conceitos abordados, destaca-se o chamado “brain rot” (ou “podridão cerebral”), associado a um possível declínio cognitivo. O impacto pode estender-se a várias áreas da vida, desde a aprendizagem às relações sociais, levantando até a hipótese de um retrocesso civilizacional.

A obra analisa ainda o papel das plataformas digitais na captura de atenção e na criação de novas formas de poder — descritas como “psicopoder” — que influenciam comportamentos, opiniões e decisões à escala global.

Num tempo em que parar para pensar se tornou quase um luxo, este livro surge como um verdadeiro alerta — e, acima de tudo, como um desafio a voltar a assumir o controlo da nossa própria vida.

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Cultura

Sons de Vez 2026 traz grandes nomes da música portuguesa

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À porta de celebrar quase 25 anos de história, o Sons de Vez regressa em 2026 a Arcos de Valdevez com um cartaz fechado que reúne alguns dos maiores nomes da música portuguesa, reafirmando-se como o festival mais antigo dedicado exclusivamente à música feita em Portugal.

Reconhecido como um verdadeiro baluarte da cultura e da identidade sonora contemporânea, o Sons de Vez apresenta, nesta edição, oito datas e 14 projetos musicais, distribuídos por oito sábados, entre 7 de fevereiro e 28 de março, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.

A abertura do festival acontece a 7 de fevereiro, com o regresso de Tiago Bettencourt, uma referência incontornável da música nacional. A primeira parte do concerto estará a cargo do Rui Fernandes Quarteto, com destaque para a viola tradicional.

O mês de fevereiro prossegue a 14 de fevereiro com o ritmo irreverente dos Retimbrar, antecedidos por Homem em Catarse, que celebra dez anos de carreira. A 21 de fevereiro, o palco é ocupado pelo talento feminino de Milhanas, seguida da soul-pop de Daniela Galhoz. Fevereiro encerra, a 28, com A garota não e a estreia em Portugal da norte-americana Amy Rigby.

Em março, o Sons de Vez mantém o ritmo com mais seis propostas. A 7 de março sobe ao palco Carlão, seguindo-se, a 14 de março, a última digressão dos PAUS, acompanhados por MONCHMONCH. A 21 de março, os Best Youth regressam ao festival com novo trabalho, antecedidos pelos italianos Ardours. O encerramento acontece a 28 de março, com os históricos Delfins.

Todos os concertos realizam-se às 22h00. Os bilhetes têm valores entre 10€ e 12€, estando disponíveis para compra no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo, na Casa das Artes ou online, através da Ticketline.

AGENDA – SONS DE VEZ 2026

  • 07 fevereiro – Tiago Bettencourt + Rui Fernandes Quarteto
  • 14 fevereiro – Retimbrar + Homem em Catarse
  • 21 fevereiro – Milhanas + Daniela Galhoz
  • 28 fevereiro – A garota não + Amy Rigby
  • 07 março – Carlão
  • 14 março – PAUS + MONCHMONCH
  • 21 março – Best Youth + Ardours
  • 28 março – Delfins
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Cultura

Professor Filipe Alves Machado lança livro dedicado a Teixeira de Queiroz

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O professor e investigador arcuense Filipe Alves Machado vai lançar, no próximo sábado, 10 de janeiro, o livro A (Est)ética de Teixeira de Queiroz, um ensaio dedicado à análise da obra de Francisco Teixeira de Queiroz (1848–1919), figura marcante da vida política, empresarial e literária portuguesa.

A apresentação da obra terá lugar pelas 16h00, na Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, e contará com a intervenção da Professora Doutora Isabel Pires de Lima, docente universitária e antiga Ministra da Cultura.

Resultado de um trabalho de investigação desenvolvido ao longo de várias décadas, A (Est)ética de Teixeira de Queiroz constitui o terceiro estudo de Filipe Alves Machado dedicado a esta personalidade, aprofundando a leitura crítica e estética da sua produção literária e intelectual.

Entre os trabalhos anteriores do autor destaca-se Teixeira de Queiroz para Néscios, uma obra de carácter pedagógico, pensada para aproximar o público mais jovem da vida e obra do escritor.

A iniciativa insere-se na programação cultural do Município de Arcos de Valdevez, promovendo a valorização do património literário e intelectual e incentivando o debate cultural e académico no concelho.

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