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Maria Eduarda, uma bebé com origens arcuenses, precisa da nossa ajuda para conseguir andar!

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Na passada segunda-feira o Arcos em Destaque fez eco de uma campanha de angariação de fundos para a cirurgia à anca de uma pequena bebé, de nome Maria Eduarda. Fizemo-lo porque ao ver fotografia da Maria Eduarda ninguém consegue ficar indiferente. É uma bebé de sorriso meigo e olhos brilhantes que ainda quando só tem 14 meses de vida já sofreu muito e por isso, quisemos conhecer mais a fundo a história desta família que luta para que a pequena Maria possa ter uma vida normal.

Hélio Castro, natural de Arcos de Valdevez (freguesia de Aguiã) e Filipa Azevedo, natural da Maia, são os pais de Maria Eduarda e foi com eles que estivemos à conversa para nos contarem a sua história “A Maria Eduarda esteve toda a gestação sentada, com a perninhas ao lado da cabeça, Nós não prevíamos que iria acontecer uma coisas destas, mas a classe médica que acompanhou a gravidez sabia que a probabilidade da Maria nascer com uma displasia era muito alta. Mas nunca ninguém nos disse nada”, começa por contar Hélio, pai da pequena Maria Eduarda.

Maria Eduarda. Foto do arquivo familiar

A Maria nasceu com uma infeção numa das pernas, e por consequência desta infeção, esteve internada durante três semanas, a fazer antibióticos, e nessa altura, a família fez o pedido à ortopedia para acompanhar a Maria porque já era visível que ela tinha algum tipo de displasia. Hélio e Filipa contam que, na altura, ainda não sabiam da gravidade da condição da Maria, nem o grau de displasia que ela tinha “depois de ser submetia a exames descobrimos que a Maria tem uma luxação, que é o nível mais grave da displasia. As ancas estão completamente fora do sítio, e depois daquelas três semanas de internamento e de antibióticos, quando foi dada de alta, já veio para casa com o dispositivo Kozla.”

O dispositivo Koszla é uma tala (arnês) de abdução desenvolvida nos anos 60 do século passado, em que a distância de abertura das ancas é regulável através de uma barra rígida moldável.

Arnês Koszla. Foto ilustrativa

“Esta primeira fase de tratamentos da Maria foi feita no Hospital de São João, na ala de ortopedia, por uma médica. Era ali que a Maria estava a ser seguida. Ia lá regularmente apertar o arnês e esteve assim sensivelmente um mês, com o arnês colocado. Mas infelizmente este dispositivo não fez efeito nenhum. Aliás, eles (médicos ortopedia) desistiram de colocar mais o arnês. Nós pagamos o aparelho do nosso bolso, porque não é comparticipado, e, entretanto, a médica que estava a acompanhar a Maria saiu do hospital e fomos transferidos para outro médico”, contam.

Filipa e Hélio explicam que, numa primeira instância, ficaram tranquilos com a mudança de médico “a Maria passou a ser seguida por um médico mais velho, que teria mais experiência, pensamos que estaríamos bem entregues, mas a realidade é que o processo estava a ser demasiado longo e não obtínhamos respostas”, afirmam.

A Maria, tão pequenina, já sofreu muito. Ao todo, esteve engessada desde os tornozelos, até à cinta durante mais de sete meses “a Maria teve uma primeira fase de gessos, durante três meses seguidos, e diziam-nos que estava a corre tudo muito bem. Mas passados quinze dias, quando fomos para lhe trocarem mais uma vez o gesso, o médico disse que estava tudo mal. Que o tratamento não estava a funcionar. Que as ancas continuavam completamente fora do sítio, que nada tinha resultado. E nesse mesmo dia foi internada durante cindo dias para fazer um tratamento chamado: tração.”

Fotografia ilustrativa para preservar a intimidade da Maria Eduarda

A tração é um tratamento médico para tratar a displasia que consiste em prender a bebé à cabeceira da cama mediante um body e com três quilos de peso em cada perna para as ‘puxar para baixo’. Mas, mais uma vez, o tratamento não surtiu efeito. Nesta fase os pais da Maria, perguntaram se não era possível avançar para uma cirurgia. Um procedimento que ainda quando é evasivo, poderia dar uma nova esperança à pequena Maria, para deixar atrás tratamentos dolorosos que não estavam a funcionar “mas foi-nos recusada essa hipótese. Sem nos explicarem o por que. Simplesmente disseram que a Maria ainda não estava pronta para uma cirurgia. A única opção que nos davam era continuarmos com os tratamentos de gesso e de tração.”

Depois do último tratamento de tração ao qual a Maria foi submetida voltou para casa ainda com as ancas engessadas “o doutor recomendou que ela usa-se um gênero de almofada, que não é bem uma almofada, é um dispositivo que se coloca e que obriga a Maria a ter sempre as pernas abertas, que não as possa juntar, é tipo uma fralda exterior, que cria muito desconforto na bebé”.

Foto ilustrativa dos tratamentos da Maria Eduarda

A família conta que foram várias as consultas que tiveram para tentar agendar a cirurgia, mas a resposta do médico era sempre a mesma: que a Maria não estava pronta “sempre que falávamos com o médico e questionávamos para tentar perceber a situação dela, se poderíamos ter prognósticos, o médico nunca nos ajudava. Nunca respondeu às nossas interrogantes.  Não nos ajudava, não nos esclarecia. Sentíamos que, ao perguntar, ele achava que estávamos a por em causa o seu profissionalismo, mas não era nada disso. Nós só queríamos perceber como é que a Maria estava. Mas neste tempo todo nunca tivemos uma resposta concreta. Andamos sempre às escuras”.

Na última consulta que tiveram para pedir a cirurgia foi uma consulta muito difícil “além de tudo o que se passou na consulta, onde fomos tratados de uma forma bastante fria, sem humanidade, foi-nos dito que iriam pedir a cirurgia mas que antes a Maria tinha de passar novamente pelo tratamento de tração. E nós não aceitamos e decidimos ir à procura de uma segunda opinião.”

a única coisa que queríamos era poupar a Maria. Durante os sete meses que a Maria esteve com gessos ela trocava-os de 15 em 15 dias. Sempre que a Maria troca de gesso leva uma anestesia geral, vai ao bloco operatório, e só assim é que é trocado o gesso. Entre raio x, anestesias gerais, no espaço de um ano, perdi a conta de quantas vezes fez este procedimento.”

Filipa azevedo. mãe maria eduarda

Foi então que “decidiram tirar uma segunda opinião no privado. Sabíamos que o médico tinha boas referências, com muita experiência em problemas como o que a Maria tem e assim, pedimos todo o relatório médico no Hospital de São João, e levamos tudo. Este médico ao observar a Maria disse que podíamos retirar a almofada que ela estava a usar porque não resolvia nada, e era só desconforto para a Maria. Um dinheiro que investimos e que, mais uma vez, não ajudou em nada”.

A família soube depois desta segunda opinião e mediante os RX’s feitos que a cabeça do fémur nas pernas da Maria não é visível “algo que para a idade que ela tem já devia ser visível. Uma informação que o médico do São João nunca partilhou connosco. Nós desconhecíamos esta informação. Nunca nos explicaram nada disto. Isto pode traduzir-se em que a Maria possa nunca vir a ter umas ancas ‘boas’”, conta a Filipa.

“Aquilo que o médico nos explicou para isto ter acontecido é que, provavelmente, durante os tratamentos que a Maria esteve a fazer aquela zona pode ter estado sem irrigação de sangue o que fez com que a cabeça do fémur não desenvolvesse como era suposto”. 

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A segunda opinião médica que Filipa e Hélio ouviram fez toda a diferença para eles “com este diagnóstico e a opinião deste médico se nós já estávamos desacreditados em relação ao outro, porque nunca tivemos informações, e continuavam a nos propor um tratamento muito parecido a todos aqueles que nunca funcionaram, depois de sabermos estes novos pormenores da situação da nossa filha, depois de nos ter sido ocultada informação crucial, a nossa decisão foi desistir de ser acompanhada no Hospital de São João e passar para o privado”, esclarecem.

Filipa e Hélio decidiram optar pela opção no sistema privado porque “aquilo que nos estavam a propor era mais do mesmo. Voltar a passar por tratamentos dolorosos e que não resolviam nada”.

A Maria agora encontrou a possibilidade de ter uma vida normal. De andar, de frequentar uma creche, de conhecer crianças da sua idade, de brincar…de andar!

Por muito que haja pessoas que discordem da decisão tomada por estes pais eles só fizeram aquilo que qualquer pai faria pelos seus filhos ‘ir até ao fim por uma solução’. Filipa e Hélio felizmente encontraram a luz ao fundo do túnel que procuraram incansavelmente, durante 14 meses.

Agora a Maria tem uma esperança palpável. Os seus pais precisam de ajuda para conseguirem proporcionar à Maria viver o mundo como o resto das crianças o fazem. Percorrer a vida pelos seus próprios pés.

Assim, Filipa e Hélio criaram uma campanha de angariação de fundos para reunir o dinheiro necessário para a cirurgia da Maria. A família está toda unida em prol de um só objetivo: proporcionar à pequena Maria uma vida normal e sem o sofrimento pelo qual tem passados nos seus 14 meses de vida.

A campanha está disponível através do link: https://www.gofundme.com/f/cirurgia-da-maria?utm_campaign=p_cp+share-sheet&utm_medium=social&utm_source=facebook

Quem quiser contribuir doutra forma também o poderá fazer através de MBWAY pelos números de telefone: 917084897 / 934229810 ou mediante o IBAN: PT50 0018 0003 4418 3069 0207 5

Filipa e Hélio agradecem profundamente todas as mensagens de apoio, contributos e toda ajuda que as pessoas têm disponibilizado “estamos muito agradecidos e assoberbados com a onda de carinho e solidariedade em torno da Maria. Muito obrigado a todos, concluíram, emocionados, os pais da Maria.

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Faleceu o Padre Orlando Carreira | Nota de pesar

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Faleceu hoje, 13 de janeiro de 2026 o Padre Orlando Fernandes Carreira, com 47 anos, após uma longa doença. Natural de Lindoso, no concelho de Ponte da Barca, Padre Orlando foi um sacerdote profundamente ligado às comunidades do Alto Minho, em particular ao concelho de Arcos de Valdevez, onde exerceu a maior parte do seu ministério sacerdotal.

Ordenado sacerdote há cerca de 15 anos, Padre Orlando desempenhou um papel determinante na vida de várias paróquias da região, sempre com uma presença próxima e disponível para os fiéis. Nos últimos anos, era responsável pela ação pastoral em sete paróquias — Aboim das Choças, Álvora, Eiras, Loureda, Mei, Portela e Sabadim —, acompanhando as comunidades com dedicação, fé e sensibilidade.

Recentemente, a Paróquia de Aboim das Choças prestou-lhe uma homenagem especial, atribuindo o seu nome ao largo junto à igreja, em reconhecimento pelo trabalho incansável ao serviço das pessoas e pela forma como fortaleceu o sentimento de pertença da comunidade local.

Nesta hora de tristeza, a nossa comunidade expressa sentidas condolências à família, aos paroquianos e a todos aqueles que com ele conviveram e partilharam momentos de fé e esperança. A passagem de Padre Orlando deixa um legado de serviço cristão, de proximidade humana e de profunda ligação às terras e gentes do Alto Minho.

Que descanse em paz.

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Sorteio de Natal 2025 da ACIAB já tem vencedores

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O tradicional Sorteio de Natal, integrado na Campanha de Natal 2025 promovida pela ACIAB, realizou-se no passado dia 6 de janeiro de 2026, Dia de Reis, em Arcos de Valdevez, assinalando mais um momento de forte envolvimento entre consumidores e comércio local.

A iniciativa voltou a destacar a importância do consumo de proximidade, envolvendo empresas e clientes de Arcos de Valdevez e de Ponte da Barca, e reforçando o papel determinante do comércio tradicional na dinamização económica e social da região.

A edição deste ano assumiu um significado especial, no contexto da celebração dos 115 anos da ACIAB, que serão assinalados oficialmente no próximo dia 26 de janeiro de 2026. Sob o slogan “115 ANOS, + DE 115 PRÉMIOS”, a campanha simbolizou a longevidade da Associação e o seu compromisso contínuo com o tecido empresarial local.

No total, foram sorteados 122 prémios, oferecidos por 25 empresas dos dois concelhos, incentivando as compras no comércio tradicional durante a quadra natalícia. A campanha procurou, assim, celebrar o passado, fortalecer o presente e projetar o futuro da ACIAB e das empresas associadas.

Ao longo dos seus 115 anos de história, a ACIAB tem sido palco de histórias partilhadas, desafios superados e conquistas construídas em conjunto com empresários e consumidores, consolidando laços de proximidade e confiança.

A Associação agradece a todas as empresas patrocinadoras e aderentes, bem como aos consumidores que optaram por apoiar o comércio local, contribuindo para o sucesso de mais uma Campanha de Natal.

A cerimónia de entrega dos prémios do Sorteio de Natal está marcada para o dia 13 de janeiro (terça-feira), pelas 17h00, no Auditório do Turismo, em Arcos de Valdevez.

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Merchy vence Concurso de Ideias “es-Possível” e reforça percurso de inovação no Alto Minho

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A Merchy, plataforma de merchandising on-demand dedicada a clubes, associações e entidades locais, foi a grande vencedora do Concurso de Ideias “es-Possível”, promovido pela In.Cubo Alto Minho. O evento final decorreu no passado dia 5 de dezembro, no Auditório da In.Cubo, reunindo projetos inovadores com impacto no território do Alto Minho.

Integrado na Jornada de Impacto do Projeto ES-Factory (POCTEP), o evento “Palco dos Sonhos” assinalou o encerramento de uma iniciativa dedicada ao empreendedorismo, à inovação e ao impacto social, destacando ideias com potencial de crescimento sustentável e ligação às comunidades locais.

Este reconhecimento surge cerca de uma semana depois de a Merchy ter sido também distinguida no programa ENTAMA, promovido pela EDP, reforçando a consistência do seu modelo de negócio e a solidez do seu percurso. Com estas distinções, a Merchy consolida-se como um projeto inovador, sustentável e orientado para o fortalecimento das organizações locais.

Idealizada por Rui Pedro Aguiam, a Merchy nasceu da necessidade real sentida por clubes e associações que pretendem criar e vender merchandising oficial sem investimento inicial, sem stock e sem risco financeiro. A plataforma disponibiliza um serviço completo, integrando design, produção on-demand, loja online, logística, pagamentos e pós-venda.

“Este reconhecimento valida um trabalho desenvolvido muito próximo do território e das organizações locais. A Merchy existe para permitir que clubes e associações gerem receita de forma simples, sustentável e sem risco, reforçando a ligação com as suas comunidades”, sublinha Rui Pedro Aguiam, fundador da Merchy.

O júri do concurso foi composto por Francisco Araújo (In.Cubo), José Moura (Caixa de Crédito Agrícola), Célia Capitolina (ADRIL – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima) e Isabel Afonso (Município de Arcos de Valdevez), que destacaram o impacto, a clareza do modelo e o potencial de crescimento do projeto.

Além da Merchy, o segundo lugar foi atribuído ao projeto Vivaí, da autoria de Cátia Prysyazhnyuk e Andreia Silva. A organização felicitou todos os participantes pela qualidade das ideias apresentadas e pelo contributo para um ecossistema empreendedor mais forte no Alto Minho.

Sobre a Merchy

A Merchy é uma plataforma digital portuguesa dedicada à criação, produção e venda de merchandising personalizado, através de um modelo sustentável e sem stock. Com produção local e uma abordagem colaborativa, apoia clubes desportivos, associações, eventos e marcas locais na geração de receita adicional e no reforço da ligação às suas comunidades.

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