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Cultura

E se tivesse o poder de (re)escrever a sua história?

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A escrita, é um dom! É poder. E no próximo sábado, às 14h30, na Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez, na Oficina de Escrita Criativa, poderá fazer uso das palavras como forma libertadora e criadora.

Embora a imagem pareça (pre)dominar (n)o mundo em que nos movemos, a linguagem impressa está por todo o lado. O código escrito acompanha-nos do acordar ao adormecer, em casa, no trabalho, nas rotinas domésticas, no lazer. As palavras dão forma à nossa vida, e, sem disso nos darmos conta, podem ditar os nossos passos.

Nesta oficina, através de um leque variado de exercícios práticos, propomo-nos ler o mundo de todos os dias, (re)interpretando-o e (re)escrevendo-o com o poder humanizador da escrita criadora.
Como se de um passeio se tratasse, vamos percorrer esta paisagem em quatro tempos:

  • Menos é mais: diz-me que palavra amas, e eu dir-te-ei quem és.
    desbloqueando o escrevedor que há em mim.
  • No princípio eram as contas: somos todos contadores de histórias.
    criando mundos possíveis, arriscando o absurdo.
  • Se podemos imaginar, podemos criar.
    (re/des)construindo a tradição.
  • Era uma vez (e muitas outras serão).
    reescrevendo a minha história
    .

Se quiser participar nesta Oficina poderá inscrever-se enviando um email para: biblioteca@cmav.pt, ou através do número de telefone: 258 520 520 

Acerca da Oficina e da dinamizadora

Esta Oficina será dinamizada por Lúcia Maria Barros – professora bibliotecária, coordenadora no Agrupamento de Escolas António Feijó, docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e formadora de professores nas áreas da Educação Literária, Literatura Infantil, Escrita Criadora e Formação de Leitores e Mediadores.

É doutorada em Estudos da Criança – Literatura para a Infância, pelo Instituto da Educação da Universidade do Minho. É membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança, na mesma universidade, e integra a comissão científica do Plano Local de Leitura de Braga. Faz investigação na área da Educação Literária, Literatura para a Infância e Juventude, Formação de Leitores e Mediadores, áreas a que se encontram ligadas várias publicações.

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Cultura

Estamos a perder a capacidade de pensar? Novo livro deixa alerta inquietante

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Num mundo onde as notificações não param e os estímulos digitais dominam o dia a dia, surge um livro que promete abalar consciências e lançar um debate urgente sobre a forma como vivemos.

“Homo Reactivus: Consequências da Cibercultura para um Novo Mundo”, da autoria do investigador arcuense Pedro Rodrigues Costa, chega às livrarias com uma mensagem clara: estamos cada vez mais a substituir a ação pela reação — e isso pode ter consequências profundas na nossa sociedade.

A obra, publicada pela Edições Húmus, parte de uma ideia reforçada pelo World Happiness Report 2026: uma atitude ativa está diretamente ligada a maiores níveis de bem-estar. No entanto, a realidade atual parece seguir na direção oposta.

Vivemos numa era marcada por respostas rápidas, impulsivas e muitas vezes condicionadas por algoritmos, redes sociais e até inteligência artificial. Segundo o autor, esta “cultura da reatividade” está a moldar comportamentos e a limitar a capacidade crítica, autónoma e consciente dos indivíduos.

Mais do que uma simples análise, o livro levanta um alerta sério: quando as pessoas passam a viver sobretudo em modo de reação — frequentemente influenciadas por conteúdos pensados para consumo rápido ou manipulação — diminui o espaço para o pensamento profundo e para a ação intencional.

Entre os conceitos abordados, destaca-se o chamado “brain rot” (ou “podridão cerebral”), associado a um possível declínio cognitivo. O impacto pode estender-se a várias áreas da vida, desde a aprendizagem às relações sociais, levantando até a hipótese de um retrocesso civilizacional.

A obra analisa ainda o papel das plataformas digitais na captura de atenção e na criação de novas formas de poder — descritas como “psicopoder” — que influenciam comportamentos, opiniões e decisões à escala global.

Num tempo em que parar para pensar se tornou quase um luxo, este livro surge como um verdadeiro alerta — e, acima de tudo, como um desafio a voltar a assumir o controlo da nossa própria vida.

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Cultura

Sons de Vez 2026 traz grandes nomes da música portuguesa

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À porta de celebrar quase 25 anos de história, o Sons de Vez regressa em 2026 a Arcos de Valdevez com um cartaz fechado que reúne alguns dos maiores nomes da música portuguesa, reafirmando-se como o festival mais antigo dedicado exclusivamente à música feita em Portugal.

Reconhecido como um verdadeiro baluarte da cultura e da identidade sonora contemporânea, o Sons de Vez apresenta, nesta edição, oito datas e 14 projetos musicais, distribuídos por oito sábados, entre 7 de fevereiro e 28 de março, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.

A abertura do festival acontece a 7 de fevereiro, com o regresso de Tiago Bettencourt, uma referência incontornável da música nacional. A primeira parte do concerto estará a cargo do Rui Fernandes Quarteto, com destaque para a viola tradicional.

O mês de fevereiro prossegue a 14 de fevereiro com o ritmo irreverente dos Retimbrar, antecedidos por Homem em Catarse, que celebra dez anos de carreira. A 21 de fevereiro, o palco é ocupado pelo talento feminino de Milhanas, seguida da soul-pop de Daniela Galhoz. Fevereiro encerra, a 28, com A garota não e a estreia em Portugal da norte-americana Amy Rigby.

Em março, o Sons de Vez mantém o ritmo com mais seis propostas. A 7 de março sobe ao palco Carlão, seguindo-se, a 14 de março, a última digressão dos PAUS, acompanhados por MONCHMONCH. A 21 de março, os Best Youth regressam ao festival com novo trabalho, antecedidos pelos italianos Ardours. O encerramento acontece a 28 de março, com os históricos Delfins.

Todos os concertos realizam-se às 22h00. Os bilhetes têm valores entre 10€ e 12€, estando disponíveis para compra no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo, na Casa das Artes ou online, através da Ticketline.

AGENDA – SONS DE VEZ 2026

  • 07 fevereiro – Tiago Bettencourt + Rui Fernandes Quarteto
  • 14 fevereiro – Retimbrar + Homem em Catarse
  • 21 fevereiro – Milhanas + Daniela Galhoz
  • 28 fevereiro – A garota não + Amy Rigby
  • 07 março – Carlão
  • 14 março – PAUS + MONCHMONCH
  • 21 março – Best Youth + Ardours
  • 28 março – Delfins
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Cultura

Professor Filipe Alves Machado lança livro dedicado a Teixeira de Queiroz

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O professor e investigador arcuense Filipe Alves Machado vai lançar, no próximo sábado, 10 de janeiro, o livro A (Est)ética de Teixeira de Queiroz, um ensaio dedicado à análise da obra de Francisco Teixeira de Queiroz (1848–1919), figura marcante da vida política, empresarial e literária portuguesa.

A apresentação da obra terá lugar pelas 16h00, na Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, e contará com a intervenção da Professora Doutora Isabel Pires de Lima, docente universitária e antiga Ministra da Cultura.

Resultado de um trabalho de investigação desenvolvido ao longo de várias décadas, A (Est)ética de Teixeira de Queiroz constitui o terceiro estudo de Filipe Alves Machado dedicado a esta personalidade, aprofundando a leitura crítica e estética da sua produção literária e intelectual.

Entre os trabalhos anteriores do autor destaca-se Teixeira de Queiroz para Néscios, uma obra de carácter pedagógico, pensada para aproximar o público mais jovem da vida e obra do escritor.

A iniciativa insere-se na programação cultural do Município de Arcos de Valdevez, promovendo a valorização do património literário e intelectual e incentivando o debate cultural e académico no concelho.

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