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Verinha: uma história de sucesso! “Ninguém é tão alguém que não precise de ninguém”

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O título que acompanha esta reportagem foi a frase que mais ecoou na entrevista que o Arcos em Destaque fez a Vera Lúcia Fernandes Lima, mais conhecida por ‘Verinha’. Uma jovem empresária natural da freguesia de Aguiã, no concelho de Arcos de Valdevez e que, desde o tempo da pandemia, tornou-se um sucesso nas redes sociais pelos ‘diretos’ que faz na sua loja de roupa ‘Verinha’.

O Arcos em Destaque quis conhecer o porquê do sucesso desta loja que, cada semana, atinge as 20.000 visualizações com os seus diretos no Facebook o que a levou a ser uma das empresárias mais conhecidas e reconhecidas do seu ramo, não só em Portugal, mas também além fronteiras “sempre estive em contacto com o mundo dos negócios e da venda ao público. As pessoas conheciam-me pela Verinha, filha da Sãozinha. A minha mãe também tem uma loja de roupa há 35 anos e eu fui sua funcionária durante alguns anos. Com ela aprendi muito, acima de tudo a honestidade”, começa por relatar Vera, sem esconder o orgulho que tem nas suas raízes.

Mas há seis anos atrás decidiu voar fora do ninho e empreender o seu próprio negócio “estava na hora de dar o passo. Tive a oportunidade de começar a pensar por mim e para mim e com o apoio da minha mãe, consegui abrir uma loja”, recorda.

Para Vera o início como empresária não foi fácil “abrir a minha loja foi difícil porque eu tinha poucos meios. Foi abrir mesmo na confiança que ia correr bem porque eu naquilo que me proponho, dou o melhor de mim, como é óbvio. Mas é claro que tinha muito medo. Comecei sozinha. Durante um ano trabalhei sozinha e a seguir, caiu a pandemia”.

Conta que na altura, tinha uma equipa de marketing com a qual trabalhava para fazer a gestão das redes sociais e criação de conteúdo e relembra que “na altura, fizeram a exigência de eu começar a fazer diretos. Diziam-me: ‘tens de fazer! Porque com as portas fechadas a vida não vai correr para a frente. Apoiaram-me imenso e fizeram com que eu começasse a fazer diretos. Foi ali o grande boom da loja da Verinha”, afirma.  

A pesar de hoje em dia a Vera confessar que já não consegue pensar na realidade da sua loja sem fazer diretos no início a história não era essa “começar a fazer os diretos foi muito assustador. Eu achava aquilo maravilhoso mas também achava-me sem coragem para o fazer. Lembro-me que o primeiro direto demorou cerca de quarenta minutos, e tive perto de 600 pessoas a ver, ao vivo, mas no fim, vim cá para fora chorar porque achava que tinha corrido muito mal, apesar de ter conseguido vender tudo o que tinha mostrado”.

E foi neste primeiro direto que Vera percebeu o poder das redes sociais e como ela, sem se aperceber, iria começar a criar tendências e a fidelizar as clientes que, semanalmente, a acompanhavam através do ecrã “lembro-me que naquele primeiro direto, trouxe uma camisola minha, já do tempo em que era funcionária da minha mãe, e toda a gente queria a camisola que eu tinha vestida. Eu nunca pensei que me iam pedir a minha camisola. E foi a li que comecei a perceber que tudo aquilo que eu vestia no direto era o que as pessoas iam gostar”.

Aos poucos, Vera e a sua equipa começaram a apostar nos diretos como uma forma de estar perto das clientes e de fortalecer o nome da loja, ainda quando afirma que “foi muito complicado. Agora é engraçado, mas no princípio, foi muito assustador”.

E continua: “hoje em dia já não me dou sem diretos. Cada vez estamos a fazer mais. Começamos por um por semana, agora já temos semanas nas quais fazemos três diretos, porque é muito bom e depois, porque vende-se muito mais num direto do que numa semana de loja”, garante.

Quando lhe perguntamos qual o fator diferenciador da loja da Verinha a resposta carece de demora “eu dou um atendimento online com muita qualidade, com muito respeito, com muito carinho. Nós tratamos todas as pessoas da mesma forma. Seja uma cliente que compra uma vez por ano, seja uma cliente que compre 200 ou 300€ por mês, ou por semana. Nós tratamos toda a gente com o mesmo carinho e respeito”.

Para a Vera e a sua equipa as clientes são muito mais do que só clientes, são família “eu tenho clientes que sei que estão doentes e envio mensagem a perguntar: como é que tu estás? Mesmo que não me estejam a comprar. Tenho clientes que nos acompanham desde o início. Tanto em loja física, como online. Temos clientes muito fidelizadas, acima de tudo”.

Vera tem muitos sonhos, é uma mulher de fibra, que tem subido na vida a pulso e projetos, não lhe faltam “tenho muitos projetos. Eu não quero parar. Eu vivo para isto. Eu costumo dizer: trabalha no que gostas e não trabalharás um único dia na tua vida! E eu amo o que faço. Sou muito feliz no meu trabalho. Estamos com imensos projetos para este ano e vamos crescer, certeza absoluta!”.

A sua loja tem um lema: ‘o que procuras ao preço que precisas!’ “esse é o lema e a política da minha loja: eu quero ter artigos para toda a gente. Não trabalho com artigo caro. Mas trabalho com artigo de muito boa qualidade. Eu escolho muito bem o artigo que compro. Eu não compro por ser barato. Eu compro por ser bom”.

Vera sabe que o mundo das vendas é competitivo, por isso, define muito bem as estratégias e sabe qual o segredo do seu negócio “nós nalguma coisa temos de ser especiais. Porque não falta onde comprar. Há muitas lojas onde comprar. Mas é da forma como eu trato os meus clientes. Eu trato toda gente com amor. E não trato bem porque me fica bem, não. Eu sou assim. Eu gosto de trabalhar e de fazer as coisas por amor. Mesmo a nível pessoal tento ser a minha melhor versão todos os dias“.

Gratidão é a sua palavra de ordem e várias vezes a evoca no seu discurso “eu sou mesmo muito grata por tudo aquilo que as pessoas são para mim. Por todas as pessoas que me seguem. Por tudo o que fazem por mim. Porque ninguém é tão alguém que não precise de ninguém e eu preciso desta gente toda porque sem eles, por muito boa que eu seja, sozinha não vou a lado nenhum”. afirma.

O amor que Vera nutre pela sua profissão e pelas suas clientes gera frutos que vão muito mais além do conforto financeiro “aqui criamos relações de verdadeiro apreço com os nossos clientes. As pessoas já nos cuidam como se fossem elas que precisassem de nós, e não é isto. Eu é que preciso delas todas. Tenho um menino na França que conheci há dois anos, que é hiperativo e tem outro síndrome muito complicado, e a mãe sabe que naquela hora do direto o menino está calmo a nos ver. Durante aquela hora aquela mãe tem sossego. Já o conheci pessoalmente e ninguém tem noção de como o menino me abraçou. Estas experiências são muito bonitas e muito gratificantes. Poder influenciar de forma tão positiva a vida de alguém, não tem preço”.

A loja da Verinha já conta com clientes um pouco por todo o mundo “já temos clientes no Luxembrugo, Alemanha, França, Suiça, América, Canadá, Espanha. Tenho uma cliente agora nos Açores que me vai ajudar nas vendas lá. As nossas clientes já fazem parte da nossa equipa”.

Mas não é por isso que se esquece de todos aqueles que, dia após dia, semana após semana a acompanham “às minhas clientes lhes digo que preciso delas todas! (risos)! E muito obrigada por fazerem parte do mundo da Verinha”.

E culmina, frisando “nós aqui somos uma grande equipa. Para mim a Anita, a Taty e a Sara, são mais do que só funcionárias. São o meu braço direito. Dão o litro como eu dou. E conseguirmos estar aqui dez horas por dia, juntas, sem haver um único aborrecimento só é maravilhoso! Obrigada meninas por também fazerem parte da minha família”.

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  1. Ines

    4 de Julho, 2024 at 10:42

    Olá meninas como estão as coisas por aí e por aí já estão a correr tudo bem

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Emigrante arcuense une forças com empresa HDS e leva esperança a quem mais precisa

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De França para Arcos de Valdevez, nasceu um gesto de solidariedade que está a tocar a comunidade. O jovem emigrante Miguel Simão Franco Gomes decidiu agir — e encontrou na empresa arcuense HDS o parceiro ideal para transformar essa vontade em impacto real.

Miguel doou equipamentos essenciais para pessoas com mobilidade reduzida, destinados à Cruz Vermelha de Arcos de Valdevez. Um gesto nobre que ganhou ainda mais força graças à intervenção da HDS, que ofereceu o transporte de todo o material, garantindo que a ajuda chegasse a quem mais precisa.

A entrega decorreu ontem, dia 07 de abril, nas instalações da empresa de transportes, num momento que reuniu solidariedade e espírito comunitário. Estiveram presentes Agostinho Carvalhoso e Ana Gomes, da Cruz Vermelha, e Remi Garcia Silva, em representação da HDS.

Visivelmente sensibilizado, Agostinho Carvalhoso destacou a importância desta união:

Deixando ainda uma palavra de reconhecimento à empresa que ofereceu o transporte “a HDS prontamente se disponibilizou para assegurar o transporte de todo o equipamento. Este apoio foi fundamental para tornar esta ação possível.”

Já para Miguel Gomes a motivação é simples e genuína:

Num exemplo claro de que a distância não apaga as raízes, e de que as empresas locais continuam a fazer a diferença, esta união entre um emigrante e uma empresa arcuense mostra que a solidariedade, quando partilhada, tem um poder transformador.

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Associação Cultural e Desportiva de Grade celebra 20 anos de dedicação à comunidade

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A Associação Cultural e Desportiva de Grade assinalou, no passado domingo, o seu 20.º aniversário, celebrando duas décadas de trabalho contínuo em prol da comunidade local, marcado por dinamismo, proximidade e forte espírito associativo.

Fundada a 15 de fevereiro de 2006, a associação tem vindo a afirmar-se como um pilar da vida social, cultural e desportiva da freguesia de Grade, promovendo convívios, atividades culturais e iniciativas desportivas que envolvem todas as gerações — dos mais jovens aos mais idosos.

Ao longo destes 20 anos, a Associação Cultural e Desportiva de Grade tem desempenhado um papel fundamental no combate ao isolamento social, sobretudo da população sénior, ao mesmo tempo que incentiva a participação ativa dos mais novos, fortalecendo laços intergeracionais e o sentido de pertença à comunidade.

A celebração contou com a presença de associados, colaboradores, amigos e entidades convidadas, num momento de reconhecimento do percurso construído ao longo de várias direções, todas elas determinantes para o crescimento e consolidação da coletividade.

A associação deixou palavras de agradecimento a todos quantos, ao longo dos anos, contribuíram para manter viva esta dinâmica comunitária, destacando o empenho dos seus sócios, dirigentes, voluntários e parceiros locais, bem como o apoio institucional recebido, essencial para a melhoria das condições de trabalho e para o desenvolvimento de atividades com ambição e qualidade.

Vinte anos depois da sua fundação, a Associação Cultural e Desportiva de Grade continua a afirmar-se como um exemplo de associativismo ativo, mostrando que o trabalho em comunidade é um dos maiores motores de coesão social e de valorização do território.

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Associação Abraço da Ternura nasce em Giela para apoiar crianças e jovens com deficiência

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A Associação Abraço da Ternura foi oficialmente apresentada no passado domingo, no Largo do Souto, em Giela, afirmando-se como uma nova resposta de apoio a crianças e jovens com deficiência e/ou incapacidade, bem como às suas famílias.

Criada em janeiro deste ano, a associação tem como missão promover a inclusão social e comunitária, trabalhando para o desenvolvimento das capacidades individuais de cada criança e jovem. A médio e longo prazo, a Abraço da Ternura pretende também contribuir para a integração de pessoas com deficiência no meio comunitário e no mercado de trabalho.

A sessão de apresentação contou com a presença de membros da direção, pais, amigos e representantes locais, refletindo desde o primeiro momento o envolvimento da comunidade em torno desta nova causa social. A associação é presidida por Carlos Alberto Fernandes, que sublinhou a importância de criar respostas humanas, próximas e ajustadas às necessidades reais das famílias.

A iniciativa contou ainda com a presença institucional do Município de Arcos de Valdevez, representado pelas vereadoras Marlene Barros e Angélica Costa Leite, bem como por elementos do executivo da União de Freguesias, que se associaram simbolicamente ao momento.

A Abraço de Ternura nasce com o propósito claro de construir uma comunidade mais inclusiva, assente no respeito pela diferença, na valorização das capacidades individuais e no apoio próximo às famílias, reforçando a rede solidária existente no concelho.

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