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Cultura

Escultora Iris Loba, em colaboração com o artista arcuense Mutes apresenta a sua ‘Meta•morfo•sis’

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No dia 8 de novembro, às 21h30, os Paços do Concelho de Ponte da Barca abrem as portas para a inauguração de Meta•morfo•sis, uma inspiradora exposição de escultura assinada por Iris Loba. A sessão será marcada pela performance Pré●form, um momento intimista e autobiográfico que contará com a participação de Mutes, o pintor; Mikhail Arutyunyan, o músico; e a sonoplastia poética a cargo da própria artista, Iris Loba.

Com o título evocativo “Antes do Ser ~ Já era”, Pré●form proporcionará uma imersão na narrativa pessoal da artista, explorando as raízes e inspirações por detrás da sua obra. Iris Loba recorre a elementos audiovisuais e a uma interação simbólica com o espaço e o público, enquanto o músico Mikhail Arutyunyan e o pintor Mutes enriquecem a experiência, oferecendo uma perspetiva mais profunda da criação artística.

A exposição Meta•morfo•sis apresenta esculturas em gesso e peças de joalharia tradicional reinterpretadas em grande escala, utilizando a técnica da Filigrana de Corda. Inspirada pela palavra grega metamórfosis – que significa mudança, transformação ou transmutação –, a obra de Iris Loba reflete o seu percurso de contínua evolução artística, onde cada peça é um testemunho da sua exploração pessoal e da sua capacidade de reimaginar formas e materiais.

A mostra, de acesso gratuito e que estará patente até ao dia 30 de novembro, convida o público a uma experiência sensorial e reflexiva, com uma abordagem estética que dialoga com a tradição e a contemporaneidade.

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Cultura

Arcuense ‘Mutes’ soma oito exposições em 2026 e reforça projeção artística nacional

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O artista plástico arcuense Mutes continua a afirmar o seu percurso no panorama da arte contemporânea portuguesa, somando presenças em importantes exposições coletivas ao longo de 2026. Depois de já ter participado em quatro mostras artísticas até ao final da primavera, o verão traz-lhe mais quatro convites para integrar eventos de referência no circuito nacional das artes visuais.

A primeira dessas participações acontece na ART’IN LIMA – Mostra Internacional de Arte Contemporânea, que decorre em Ponte de Lima entre 28 de junho e 27 de setembro, sob o tema “Arquiteturas, Espaço e Paisagem”.

No dia 2 de julho, Mutes integrará a exposição coletiva “Contemporary Art – Collective Exhibition”, em Agualva, no Cacém, seguindo-se uma nova mostra coletiva a 12 de julho, no emblemático Museu da Música Mecânica, em Lisboa.

A agenda de verão culmina com a participação na exposição “100 Artistas Gondomar 2026”, patente entre 25 de julho e 29 de agosto na Sala D’Ouro / Multiusos de Gondomar, considerada uma das maiores exposições coletivas de arte realizadas em Portugal.

Com estas quatro novas presenças, que se juntam às já concretizadas durante os primeiros meses do ano, Mutes alcança a marca de oito exposições coletivas em 2026, consolidando o reconhecimento do seu trabalho e levando o nome de Arcos de Valdevez a diversos espaços culturais do país.

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Cultura

“Se Acreditares Muito” emocionou Casa das Artes numa noite especial de celebração

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A Casa das Artes viveu uma noite memorável com a apresentação da peça “Se Acreditares Muito”, precisamente no dia em que o espetáculo assinalou dois anos em cena.

Perante um auditório cheio, o público foi conduzido por uma viagem intensa de emoções, numa história profundamente humana sobre amor, perda e esperança, capaz de tocar cada pessoa presente na sala.

A noite terminou de forma simbólica e emotiva, com a celebração dos dois anos desta peça, estreada em 2024 no Teatro da Trindade. O momento foi assinalado com o corte do bolo comemorativo e um brinde com “Espumante Vez”, num ambiente de partilha e aplausos.

Mais do que um espetáculo, “Se Acreditares Muito” voltou a provar porque continua a conquistar públicos por todo o país, transformando cada apresentação numa experiência emocional inesquecível.

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Cultura

Estamos a perder a capacidade de pensar? Novo livro deixa alerta inquietante

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Num mundo onde as notificações não param e os estímulos digitais dominam o dia a dia, surge um livro que promete abalar consciências e lançar um debate urgente sobre a forma como vivemos.

“Homo Reactivus: Consequências da Cibercultura para um Novo Mundo”, da autoria do investigador arcuense Pedro Rodrigues Costa, chega às livrarias com uma mensagem clara: estamos cada vez mais a substituir a ação pela reação — e isso pode ter consequências profundas na nossa sociedade.

A obra, publicada pela Edições Húmus, parte de uma ideia reforçada pelo World Happiness Report 2026: uma atitude ativa está diretamente ligada a maiores níveis de bem-estar. No entanto, a realidade atual parece seguir na direção oposta.

Vivemos numa era marcada por respostas rápidas, impulsivas e muitas vezes condicionadas por algoritmos, redes sociais e até inteligência artificial. Segundo o autor, esta “cultura da reatividade” está a moldar comportamentos e a limitar a capacidade crítica, autónoma e consciente dos indivíduos.

Mais do que uma simples análise, o livro levanta um alerta sério: quando as pessoas passam a viver sobretudo em modo de reação — frequentemente influenciadas por conteúdos pensados para consumo rápido ou manipulação — diminui o espaço para o pensamento profundo e para a ação intencional.

Entre os conceitos abordados, destaca-se o chamado “brain rot” (ou “podridão cerebral”), associado a um possível declínio cognitivo. O impacto pode estender-se a várias áreas da vida, desde a aprendizagem às relações sociais, levantando até a hipótese de um retrocesso civilizacional.

A obra analisa ainda o papel das plataformas digitais na captura de atenção e na criação de novas formas de poder — descritas como “psicopoder” — que influenciam comportamentos, opiniões e decisões à escala global.

Num tempo em que parar para pensar se tornou quase um luxo, este livro surge como um verdadeiro alerta — e, acima de tudo, como um desafio a voltar a assumir o controlo da nossa própria vida.

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