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Concelho

PS de Arcos de Valdevez vota contra orçamento municipal apelidando-o de “cosmética eleitoralista”

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Em comunicado enviado às redações o PS de Arcos de Valdevez ratifica o voto contra o orçamento municipal e esmiúça a decisão fazendo “uma análise dos últimos 12 anos de mandato do Executivo”.

Assim, citamos, na íntegra o documento enviado:

“Prepara-se para terminar 12 anos de exercício de poder autárquico e fecha este ciclo com um orçamento recorde de 45 milhões de euros.

E por isso, a análise desta proposta de orçamento é também a análise de 12 anos de mandato. E aquilo que vemos, tal como aquilo que veem os arcuenses quando atravessam o centro urbano da vila, são operações cosméticas, operações cosméticas milionárias.

Vemos investimentos importantes, com certeza, como o investimento no Centro de Saúde, no edifício para ensino artístico, ou o apoio tão necessário às creches do concelho. Mas é essencialmente o que este orçamento que é faustoso, não tem, que motiva a nossa apreciação.

45 milhões de euros e 12 anos depois, era algo mais do que betão e pedras que nós gostaríamos de ver como legado construído no nosso concelho, eram antes ideias germinativas, transformadoras, que resolvessem os problemas que têm décadas e que se mantêm iguais ao que eram há 12 anos atrás.

Este orçamento é, à vista desarmada, um orçamento eleitoralista, pouco mais que isso. Um orçamento que despeja milhões na montra do centro urbano, à espera de recolher os dividendos disso nas eleições autárquicas de 2025. Não é, com certeza, um assomo de preocupação com a mobilidade automóvel que leva à ideia de construir um depósito de automóveis no centro de uma vila pequena. Cá estaremos para ver quantos carros esse parque vai retirar das ruas de trânsito proibido, quantos carros vão deixar de estar “em lugar cativo, nas zonas de cargas e descargas”, em cima dos passeios e das passadeiras. Ou se, em vez de construir um parque para resolver um problema que acontece durante um mês por ano, não devíamos estar a promover hábitos de utilização racional de automóvel, soluções fluidas de trânsito, e controlo e fiscalização proactivos. Não são com certeza preocupações arquitectónicas ou urbanísticas que motivam a intervenção no Campo do Trasladário, que é um ex-libris do nosso concelho elogiado por todos os que o frequentam e visitam. É outra coisa. É cosmética.

E é um orçamento de 45 milhões para cosmética porquê? Porque em 12 anos vimos e continuamos a ver milhões de euros investidos, por exemplo, num Centro de Meios Aéreos, em reparações pelos estragos causados pelos incêndios, mas vemos 0€ investidos em prevenção, em gestão eficaz e segura do território. Porque mesmo com um orçamento milionário, a câmara apenas cumpre os mínimos, que é limpar as bermas das estradas, às vezes nem isso. Sem uma visão estruturante para um concelho que tem a maior mancha verde do distrito e uma das maiores do país. Não se criaram, ao fim de décadas deste problema, nem condições para proteger o território dos recorrentes incêndios, nem se tira partido do sector agroflorestal, algo que um processo longo mas transformador, como o emparcelamento, poderia resolver. A câmara não está preparada, e nem com um orçamento de 45 milhões de euros parece ficar preocupada, com os resultados destrutivos das alterações climáticas e dos fenómenos extremos. Vimos o que aconteceu no sul de Espanha, vimos o que acontece todos os anos no Verão com os incêndios, vimos o que aconteceu no início deste Outono com as cheias que danificaram largas extensões das ecovias. Mas a Câmara finge que não vê e nem com um orçamento folgado, maior a cada ano que passa, se vislumbra uma ponta de estratégia neste sentido. Segundo o Relatório do Orçamento para 2025 para “a proteção do meio ambiente e conservação da natureza está prevista uma dotação de 300 mil euros”. Insignificante!

Em ação social, sempre os tão propalados milhões aplicados. E eu pergunto em quê? Em distribuição de dinheiros? Em resposta a pedidos de ajuda? Muito bem. Mas onde está a visão para a inclusão? Onde estão os projetos de integração social que permitem ao cidadão escapar a um ciclo de pobreza e exclusão que atravessa gerações? Em habitação social poderíamos estar a pensar num futuro em que os inquilinos se tornassem proprietários, que em vez de pagarem uma renda, pagassem uma prestação daquela habitação que seria sua, permitindo uma acumulação primitiva de capital que abrisse caminho para uma vida financeiramente independente, em que a casa passasse a património seu e, no limite, seria uma casa em mercado imobiliário. Imaginem o que significaria isto, uma política autárquica de habitação que encerra em si mesma, não só a garantia de habitação digna para quem mais precisa, como a chave para inverter ciclos de pobreza e o próprio bairro social evoluir, do ponto de vista urbano, social e imobiliário, para bairro, apenas bairro.

Que interessa ao arcuense médio ter o Campo do Trasladário com tratamento cosmético milionário, se continua a ter o 4º rendimento per capita mais baixo do distrito e o 4º preço mais caro do metro quadrado para habitação? Que interessa ao arcuense um orçamento municipal 25% superior ao do ano passado, se continua na cauda do distrito no que toca a saneamento básico, a larga distância dos outros concelhos que estão prestes a atingir a universalidade da cobertura de saneamento básico, enquanto nós não chegamos sequer aos 50%.

A nossa visão para o concelho não passa por bater recordes de orçamento todos os anos que não fazem nada por fixar aqui nem um jovem arcuense, não passa por um orçamento municipal que não faz nada para retirar ninguém de um ciclo intergeracional de pobreza.

Um partido que esteve tantos anos à frente do poder nesta terra tinha a obrigação de ter uma visão menos imediatista, mais planeada, mais a longo prazo para Arcos de Valdevez. Mas não, o que vemos é a habitual política eleitoralista, de medidas pomposas, mas inférteis.

Este orçamento tem muito dinheiro, mas não tem muito futuro.

Por isso, votaremos CONTRA.

Os vereadores do PS na Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

João Braga Simões

Isabel Carvalho Araújo

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Concelho

Câmara de Arcos de Valdevez reforça apoio às freguesias com investimento de cerca de 528 mil euros

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Trinta Juntas de Freguesia vão dispor de mais competências e recursos para responder de forma mais rápida e eficaz às necessidades da população.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez reforçou o seu compromisso com as freguesias ao celebrar as adendas aos acordos de transferência de competências com 30 Juntas de Freguesia, num investimento de cerca de 528 mil euros destinado a aproximar os serviços dos cidadãos e a tornar a gestão local mais eficiente.

A medida representa mais um passo na estratégia de descentralização administrativa do Município, permitindo que as juntas assumam um conjunto alargado de competências e possam responder com maior rapidez às necessidades das suas comunidades.

Entre as responsabilidades agora reforçadas encontram-se a limpeza da rede viária municipal, a gestão da ocupação da via pública, a autorização para publicidade comercial, a instalação de recintos improvisados, a realização de espetáculos desportivos e de divertimento na via pública, a organização de acampamentos ocasionais, bem como a autorização para queimas, queimadas e lançamento de artefactos pirotécnicos.

Com este reforço de competências e de financiamento, o Município pretende proporcionar uma resposta mais célere, eficaz e próxima dos cidadãos, reconhecendo o papel determinante das Juntas de Freguesia no desenvolvimento local e na resolução dos desafios do dia a dia.

O investimento agora formalizado evidencia a aposta contínua da Câmara Municipal na cooperação institucional e na valorização das freguesias enquanto primeiro ponto de contacto entre a administração pública e as populações.

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Atualidade

Investimento de 22 milhões coloca Arcos de Valdevez na rota da indústria aeronáutica mundial

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Nexteam inaugura novas instalações e prepara crescimento para cerca de 300 trabalhadores no Parque Empresarial de Padreiro

Arcos de Valdevez reforçou esta semana o seu posicionamento como um dos concelhos mais atrativos para o investimento industrial de alta tecnologia com a inauguração das novas instalações da Nexteam, empresa especializada no setor aeronáutico, localizada no Parque Empresarial de Padreiro.

O novo complexo industrial, denominado Edifício Bojador, representa um investimento de cerca de 22 milhões de euros e permitirá à empresa expandir significativamente a sua capacidade produtiva, criando condições para atingir cerca de 300 postos de trabalho. A nova unidade devolve também uma nova dinâmica ao antigo edifício da extinta Coindu, agora transformado num moderno centro de produção ligado à indústria aeronáutica internacional.

A cerimónia assinalou igualmente duas datas marcantes para o grupo empresarial: os 25 anos da Nexteam Portugal e os 20 anos da Satys Portugal, reunindo diversas personalidades nacionais e regionais.

Entre os presentes estiveram o Executivo Municipal de Arcos de Valdevez, o Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, o Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, o presidente do Grupo Nexteam, Ludovic Asquini, o presidente da Satys, Christophe Cador, bem como representantes de diversas instituições do Alto Minho.

Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, destacou que o crescimento destas empresas confirma a capacidade de Arcos de Valdevez para acolher projetos industriais altamente especializados, tecnologicamente avançados e fortemente orientados para os mercados internacionais.

O autarca salientou ainda que o Município continua a apostar na expansão das suas zonas empresariais, referindo como exemplos o alargamento do Polo Industrial de Paçô e a criação da nova área empresarial do Alto da Prova. Acrescentou também que está em curso um investimento estratégico na aquisição de terrenos destinados à futura ampliação das áreas industriais previstas no Plano Diretor Municipal, nomeadamente no Alto de Morilhões e na zona entre Aguiã e Prozelo.

Com este novo investimento, Arcos de Valdevez reforça a sua afirmação como um território competitivo para a instalação de empresas inovadoras, combinando mão de obra qualificada, qualidade de vida e uma administração local próxima e comprometida com o desenvolvimento económico. A inauguração do Edifício Bojador representa, assim, mais um passo na consolidação do concelho como um polo industrial de referência, capaz de atrair investimento, criar emprego qualificado e projetar o nome de Arcos de Valdevez além-fronteiras.

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Concelho

Arcos de Valdevez abriu as portas da história nos Fortes do Extremo

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No âmbito das Jornadas Europeias da Arqueologia, o Espaço Valdevez promoveu, nos dias 12 e 14 de junho, a iniciativa “Na Rota do Arqueólogo: Visita aos Fortes do Extremo”, uma atividade que proporcionou aos participantes uma viagem pela história e pelo património arqueológico de Arcos de Valdevez.

A primeira visita realizou-se no dia 12 de junho e envolveu os alunos do 10.º ano de Humanidades do Agrupamento de Escolas de Valdevez. Acompanhados pelo arqueólogo municipal, os estudantes tiveram a oportunidade de contactar diretamente com importantes vestígios arqueológicos do concelho, numa experiência educativa em contexto real que complementou a aprendizagem desenvolvida em sala de aula.

Já no dia 14 de junho, a atividade abriu portas à comunidade, reunindo participantes de várias idades numa visita guiada pela arqueóloga Rebeca Blanco-Rotea, responsável pelas intervenções arqueológicas realizadas naquele local.

O percurso incluiu o Forte do Bragandelo e parte da trincheira que o ligava ao Forte da Pereira, estruturas de elevado valor histórico que integravam o antigo sistema defensivo da região. Ao longo da visita, os participantes puderam conhecer a evolução destes espaços, compreender a sua importância estratégica ao longo da história e descobrir alguns dos resultados das investigações arqueológicas desenvolvidas nos últimos anos.

As descobertas realizadas têm contribuído para aprofundar o conhecimento sobre este relevante conjunto patrimonial, que aguarda atualmente a sua classificação nacional por parte do Estado português.

Esta iniciativa integra a missão do Espaço Valdevez – História e Arqueologia, equipamento cultural municipal dedicado à investigação, valorização e divulgação do património arqueológico e histórico do concelho, promovendo a sua preservação e transmissão às gerações futuras.

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