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Editorial

Mais um ano que acaba!

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Particularmente para mim o fecho do ano tem um grande significado. É um dia para fazer uma espécie de ‘detox mental’ para me desfazer da carga emocional que fui acumulando, além de colocar as minhas ideias em branco e preto para conseguir equilibrar o meu espírito.

Primeiro, faço uma avaliação dos momentos mais importantes do ano. Convido-te a pensar naquelas coisas que não te fizeram sentir bem, ou não conseguiste resolver e escreve-as num papel. Desta forma, conseguirás saber se precisas perdoar, esquecer, ou agradecer. Lembra-te de todas as coisas que correram bem: acertos, momentos bons, novas pessoas e situações que te marcaram positivamente. Assim, sentirás gratidão!

Não te esqueças de escrever tudo aquilo que gostarias de conquistar no novo ano para desta forma, poderes fazer um mapa mental e estrutural dos passos que precisas seguir para atingir as tuas metas. Lembra-te que não é suficiente pedir/sonhar, precisas agir!

Faz uma análise de ti próprio(a): o que te faz sentir feliz, pleno, realizado? Tira do teu caminho tudo aquilo que te aflige, que te resta energias, que não te faz bem. Sê sincero (a) contigo. As respostas estão todas dentro de ti.

Larga os maus hábitos que te obrigam a repetir padrões negativos e que cada vez mais te afastam da pessoa que desejas ser.

Diariamente permite-te fazer pausas, respirar com consciência e abrandar se assim for necessário. Lembra-te que deves ir ao teu próprio ritmo. Não permitas que o stress corrompa o teu bem-estar.

Bom Ano Novo 2025!

Que seja repleto de paz, gratidão e evolução.

Editorial

A queda de um ditador

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Quando a esperança regressa depois de 27 anos de silêncio e dor

Muitos dos que me seguem sabem que sou luso-venezuelana. Há quase 17 anos cheguei a Portugal, a terra dos meus pais — emigrados na Venezuela há mais de 50 anos. Quando saí do meu país, já se começava a sentir o peso do chavismo. Um peso que não caiu de repente, mas que foi rastejando devagar, minando, aos poucos, todo o cenário político, económico e social da Venezuela.

Durante mais de 27 anos, o nosso povo viveu sob uma ditadura. Foram — e são — anos de profundo sofrimento: famílias divididas, venezuelanos assassinados, mais de 8 milhões de pessoas forçadas a fugir do seu país em busca de um futuro que lhes foi roubado. Uma das maiores crises migratórias da história da América Latina, perante os olhos do mundo.

Entretanto, passaram-se 27 anos. Cada um de nós refez a sua vida longe da nossa terra, mas nunca deixou morrer a chama da esperança. A esperança de voltar a ver a Venezuela livre. Digna. Próspera.

No passado sábado, acordámos com uma notícia que, no primeiro instante, não sabíamos bem como interpretar: bombardeamentos a instalações militares e aeroportos. A confusão tomou conta de todos. Até que, pouco depois, surgiu aquilo que parecia um oráculo nas nossas televisões: Maduro e a sua mulher tinham sido capturados.

A incredulidade foi o primeiro sentimento. Depois, a alegria. Depois, novamente, a confusão. E o medo.
Esperámos tanto por esta notícia que, quando ela chegou, parecia impossível ser real. O receio de mais uma desilusão — de mais uma mentira — era latente. Mas sim, era verdade. O cabecilha caiu e enfrentará a justiça. Não acredito que isso seja suficiente para pagar tudo o que fez, mas será, pelo menos, uma forma de responder por parte do dano causado ao nosso país e à nossa gente.

Mas a verdade é esta: a soberania da Venezuela foi violada há muitos anos. China, Rússia, Irão, Turquia e Cuba exploraram os nossos recursos durante décadas. O Estado usou as riquezas do país para financiar cartéis de droga, organizações criminosas, guerrilhas colombianas e mexicanas. Destruíram a indústria petrolífera. Criaram a maior vaga migratória jamais vista na América Latina — tudo isto sob os olhos da ONU, da União Europeia e de tantas outras organizações internacionais que nunca se pronunciaram sobre os presos políticos, o crime, a guerra interna ou a fome.

E agora falam de soberania?

Já devíamos saber: ditadores não saem com palavras mansas. Muito menos de forma democrática. Maduro nunca foi democrático. Nunca foi legítimo. E tem de pagar por tudo aquilo que fez.

Os venezuelanos estão expectantes. Sabemos que o caminho ainda é longo. Muito longo. Mas o que aconteceu naquele sábado devolveu-nos algo que julgávamos perdido para sempre: a esperança.

E esse sentimento — goste-se ou não — só quem é venezuelano o pode compreender.
Só a nós nos diz respeito.

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Editorial

Quando o amanhã bate à porta

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O último dia do ano costuma trazer consigo um sabor agridoce. É um dia de balanços, de reflexão e, inevitavelmente, de alguma nostalgia. Pensamos nos que já não estão, no que ficou por dizer, nos caminhos que não chegámos a percorrer. Lembramos os acertos com carinho e encaramos as derrotas com a coragem possível.

Idealizamos o futuro, desenhamos sonhos e alinhamos promessas. Fazemos uma lista silenciosa — às vezes só para nós — de tudo aquilo que desejamos transformar, ajustar ou simplesmente deixar ir no ano que se aproxima.

Esta noite será, para muitos, mais uma noite de copos erguidos e brindes sentidos à vida. Porque, apesar de tudo, continuamos a acreditar. Porque cada ano que começa nos mergulha novamente em 365 oportunidades para sermos melhores, para fazermos melhor, para vivermos melhor. Para aprendermos. Para crescermos.

2026 está já ali, a bater à porta. Trará certamente desafios e alegrias, como sempre; mas que venha com calma, com sentido, com ternura. Que seja um ano ameno, feliz, cheio de sucessos pessoais e profissionais — e, acima de tudo, que seja um ano com mais nós: mais encontros, mais afetos, mais comunidade.

Obrigada pela vossa companhia ao longo de 2025. Pela partilha, pela confiança e por caminharem comigo.
Para o ano, haverá mais.
Até já — e feliz Ano Novo!

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Editorial

A coragem dos recomeços

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O Natal já passou. Dentro em breve estaremos às portas de um novo ano.
Em cinco dias, teremos diante de nós 365 novas oportunidades — um
caderno por preencher.

Dezembro, e em particular o Natal, é sempre um tempo de reflexão.
É quando sentimos mais: quando os nossos desejos ganham corpo, quando as vulnerabilidades vêm ao de cima, quando a saudade nos senta à mesa e nos lembra quem fomos, quem somos e quem queremos ser.

Num mundo onde conflitos e guerras parecem não dar tréguas, torna-se urgente agir com empatia, solidariedade e compaixão. É cada vez mais necessário resistir à indiferença e escolher o lado humano das coisas, mesmo quando o cenário nos empurra para o contrário.

Que possamos encontrar, no novo ano, o impulso que precisamos para continuar, apesar das dificuldades e do cansaço.
Que cada um de nós sinta a alegria que existe nos recomeços.
Que saibamos redirecionar a bússola, ajustar rotas, redefinir prioridades.
E que tenhamos coragem de construir, todos os dias, os alicerces da vida que desejamos.

Que 2026 seja um ano de concretizações.
Que não nos deixemos abalar pelos desafios que surgirem.
Que seja um ano de saúde, de conquistas pessoais e de superações feitas com sabedoria e tranquilidade.

Mais um ano que temos a sorte de ver chegar.
Mais um ano para viver — e, quem sabe, para florescer.
Mais um ano para escolhermos, com intenção, aquilo que queremos ser.

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