Atualidade
Jovem barquense corre 12 horas seguidas pela esperança de um menino especial

A Praça da República, em Ponte da Barca, vai ser o ponto de partida e de chegada de um evento solidário que promete unir toda a comunidade em torno de uma causa especial: “12 Horas pelo Santiago”.
A iniciativa terá lugar no dia 18 de outubro, com início às 08h00 e encerramento às 20h00, e foi idealizada por Tiago, um amante de corridas que, ao conhecer a história do Santiago, decidiu transformar a sua paixão pela corrida num gesto de solidariedade.
“Há cerca de dois meses conheci a história do Santiago, um menino que precisa do máximo apoio devido a um problema de saúde. Foi daí que nasceu a ideia de organizar uma corrida solidária de 12 horas”, partilhou Tiago.
Ao longo do dia, Tiago irá correr por todo o concelho de Ponte da Barca, regressando várias vezes à Praça da República, onde qualquer pessoa poderá juntar-se a ele, a qualquer hora, para contribuir com quilómetros de esperança.
Além da vertente desportiva, haverá uma banca solidária no local e será ainda possível efetuar donativos através de MB Way. Todo o valor angariado será entregue diretamente aos pais do Santiago.
O encerramento do evento está marcado para as 20h00, também na Praça da República, e Tiago lança um convite especial à comunidade:
“Gostava muito de contar com todos para juntos terminarmos esta jornada solidária.”
O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Ponte da Barca e de vários patrocinadores locais que se associaram a esta causa.
Com esta iniciativa, fica demonstrado, mais uma vez, que a solidariedade é capaz de mover montanhas e que cada passo pode fazer a diferença na vida do pequeno Santiago.
Atualidade
Pequenos chefs descobrem os sabores do feijão tarreste em workshop de alimentação saudável
Alunos do 2.º ano do Agrupamento de Escolas de Valdevez aprenderam a confecionar mini hambúrgueres com um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia local.
Num ambiente de entusiasmo, criatividade e muita aprendizagem, os alunos do 2.º ano do Agrupamento de Escolas de Valdevez participaram recentemente num workshop dedicado ao feijão tarreste, uma iniciativa promovida pelo Município de Arcos de Valdevez, em articulação com a Equipa de Saúde Escolar, no âmbito do programa “Regime da Fruta Escolar”, cofinanciado pelo IFAP.
A atividade contou com a colaboração da EPRALIMA, responsável pela dinamização da sessão, e teve como principal objetivo sensibilizar as crianças para a importância de uma alimentação saudável, ao mesmo tempo que promoveu a valorização dos produtos locais junto das gerações mais jovens.
Durante o workshop, os pequenos participantes tiveram a oportunidade de aprender a preparar um mini hambúrguer de feijão tarreste, seguindo as orientações da professora e dos alunos do curso de Cozinha e Pastelaria da EPRALIMA. Depois da confeção, cada criança pôde personalizar o seu hambúrguer, escolhendo ingredientes saudáveis como tomate, couve roxa e molho de iogurte.
Equipados a rigor com chapéus e aventais, os alunos assumiram o papel de verdadeiros chefs por um dia, numa experiência que aliou educação alimentar, diversão e contacto com os sabores da tradição local.
No final da atividade, além de degustarem a iguaria preparada por si próprios, os participantes receberam um folheto com a receita utilizada, permitindo levar para casa os conhecimentos adquiridos e partilhá-los com a família.
Com esta iniciativa, o Município de Arcos de Valdevez reforça o seu compromisso com a promoção de hábitos alimentares saudáveis, incentivando simultaneamente o consumo de produtos locais e a adoção de estilos de vida mais equilibrados desde a infância.
Atualidade
ARCOS FADO FEST: O FESTIVAL ONDE PORTUGAL SE CANTA
O Arcos Fado Fest + Festivinhão despediu-se este domingo de mais uma edição memorável, confirmando-se como um dos mais diferenciadores festivais dedicados à música portuguesa. Durante três dias, Arcos de Valdevez transformou-se num palco privilegiado para a celebração do fado, da cultura nacional, dos Vinhos Verdes e das tradições que continuam a unir gerações.
Com a curadoria do fadista Marco Rodrigues, o festival voltou a reunir alguns dos maiores nomes da música portuguesa, proporcionando ao público momentos únicos de emoção, talento e proximidade.
A abertura do evento esteve a cargo de Raquel Tavares, que encantou o público presente com um concerto intenso e profundamente emotivo. Dona de uma voz inconfundível e de uma presença em palco cativante, a fadista conquistou por completo o Anfiteatro do Trasladário, numa noite marcada pela autenticidade e pela portugalidade.
Em entrevista ao Arcos em Destaque, Raquel Tavares destacou o carinho que sente pelo Norte do país e pela forma como o público acolheu o festival.
“Adoro vir ao Norte. As pessoas aqui sabem receber muito bem e é sempre agradável perceber que o fado, ainda quando não é um género próprio desta região, é aceite e vivido com tanta intensidade. Adorei participar neste festival e prometo vir cá mais vezes porque, ainda quando sou muito alfacinha, adoro o Norte e as suas gentes. Obrigada por me receberem tão bem.”
No segundo dia, o palco recebeu Marco Rodrigues, mentor do festival e artista com raízes arcuenses. O fadista revisitou alguns dos temas mais marcantes da sua carreira e proporcionou ao público um espetáculo carregado de emoção, acompanhado por duas artistas de referência da música portuguesa: Marisa Liz e Áurea.
A cumplicidade entre os três artistas deu origem a momentos inesquecíveis, num concerto que reuniu diferentes estilos musicais sem nunca perder a essência do fado e da música portuguesa.
O encerramento ficou a cargo de Ricardo Ribeiro, uma das vozes mais respeitadas do panorama fadista nacional. Num concerto intimista e profundamente sentido, o artista conduziu o público por uma viagem de emoções, encerrando da melhor forma uma edição que ficará certamente na memória de todos os que a viveram.
Mas o Arcos Fado Fest + Festivinhão é muito mais do que os concertos que sobem ao palco principal.
Ao longo do fim de semana, a vila viveu o fado em diversos espaços e formatos. As iniciativas Fado na Vila e Fado à Mesa voltaram a aproximar artistas e público, enquanto o som da guitarra portuguesa ecoou por locais emblemáticos da vila, criando ambientes únicos e reforçando a ligação entre a música e o território.
Entre as novidades desta edição destacou-se o Folclore Fadista, protagonizado por Tiago Correia e Ana Rita Prada. Uma iniciativa que cruzou duas das mais importantes expressões da cultura portuguesa, transformando o fado em folclore e o folclore em fado, numa verdadeira homenagem às raízes, às tradições e à identidade nacional.
Para Marco Rodrigues, é precisamente esta capacidade de inovar que tem permitido ao festival crescer e conquistar cada vez mais público.
“Desde o primeiro festival, no qual tivemos a presença da Sara Correia, a expectativa foi ficando sempre muito alta e felizmente temos conseguido, em todas as edições, fazer algo diferente. O festival cresce também por isso. Porque pensamos sempre em iniciativas que o tornem único. Não pode ser apenas mais um festival com cabeças de cartaz. É especial ouvir o som da guitarra portuguesa no Largo da Lapa. É especial ouvir os cantadores ao desafio cantarem sobre instrumentos de fado. É especial perceber como as pessoas cá em cima sentem o fado”.
Ao longo de três dias, milhares de pessoas passaram pelo festival, contribuindo para uma atmosfera de celebração que envolveu visitantes, artistas, comerciantes, produtores de vinho e toda a comunidade local.
Mais do que um evento cultural, o Arcos Fado Fest + Festivinhão voltou a afirmar-se como uma experiência que une música, património, gastronomia, tradição e identidade.
Terminada mais uma edição, fica a certeza de que o festival continua a crescer, a reinventar-se e a afirmar Arcos de Valdevez como um dos lugares onde melhor se celebra a cultura portuguesa.
E se os últimos acordes já se fizeram silêncio, permanece a vontade de voltar a viver tudo novamente no próximo ano.
Atualidade
“O segredo da vida? Fazer tudo com calma”
Há pessoas que marcam um dia inteiro com uma simples conversa. Foi o que aconteceu ao conhecer João Rodrigues Esteves, um homem que, com um sorriso tranquilo, faz questão de se apresentar dizendo que tem “100 anos e cinco meses”.
Natural da freguesia de Gondoriz, no lugar da Lombadinha, João Rodrigues Esteves é pai de nove filhos e avô de treze netos. Chegado a uma idade que poucos têm o privilégio de alcançar, conserva uma autonomia admirável, uma memória impressionante e uma lucidez que surpreende quem com ele conversa.
Homem de trabalho, dedicou grande parte da sua vida à construção civil, exercendo a profissão de pedreiro, mas também muitos outros ofícios que a vida lhe foi apresentando. Fala do passado com a serenidade de quem viveu muito e aprendeu ainda mais.
Questionado sobre o segredo para chegar aos 100 anos com tanta vitalidade, não hesita na resposta:
“Trabalhei muito, como pedreiro, e em muitos mais ofícios, mas sempre com calma.”
Uma frase simples, mas carregada de sabedoria. Numa época em que tudo parece acontecer à pressa, João Rodrigues Esteves acredita que a calma foi uma das suas maiores companheiras ao longo da vida.
Durante a conversa, percebe-se facilmente que não é apenas a idade que impressiona. É a forma como olha para a vida, agradecido pelo caminho percorrido e consciente do privilégio que representa celebrar um século de existência.
João Rodrigues Esteves é um testemunho vivo de uma geração que construiu famílias, comunidades e um país com esforço, resiliência e humildade. Um homem que atravessou cem anos de história sem perder a simplicidade e que continua a ensinar, através do exemplo, que talvez os maiores segredos da vida sejam mesmo os mais simples.
E, entre tantas histórias que certamente teria para contar, fica uma lição que merece ser guardada:
Viver muito pode ser uma questão de sorte. Viver bem, talvez seja uma questão de calma.
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