Cultura
Dance Fuel brilha em Arcos de Valdevez e conquista o pódio do “Portugal a Dançar”

A escola arcuense Dance Fuel fez história este domingo, 23 de novembro, ao arrecadar os três primeiros lugares na final local do concurso “Portugal a Dançar”, realizada no auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez.
O espetáculo apresentou 12 coreografias em palco — oito da Dance Fuel e quatro da PT Academy (Vila Real) — num ambiente cheio de talento, energia e muita emoção.
O Município esteve representado pelo Presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, e pela Vereadora Angélica Leite, que elogiaram “a qualidade, o empenho e o talento dos jovens”, destacando ainda “o papel imprescindível das famílias no apoio ao percurso artístico dos participantes”.
O Presidente lançou também um desafio à organização: que a grande final nacional de 2026 possa realizar-se em Arcos de Valdevez — um convite que arrancou aplausos e reforça o posicionamento do concelho como palco cultural de excelência.
Durante dois dias, Arcos de Valdevez acolheu 38 coreografias vindas de Arcos, Ponte de Lima, Vila Real e Póvoa de Varzim, num fim de semana inteiramente dedicado à dança.
🏆 Vencedores – Final Arcos de Valdevez
- 1.º Lugar — José Armando de Barros, com “Jealous” (Dance Fuel)
- 2.º Lugar — Maria Luís Rebelo, com “Sobre Era” (Dance Fuel)
- 3.º Lugar — Maria Luís Rebelo, com “Dirty Diana” (Dance Fuel)
A grande final nacional está marcada para 17 de janeiro de 2026, na Maia.
O Município felicita calorosamente os vencedores e congratula todos os participantes pelo talento demonstrado.
Cultura
Estamos a perder a capacidade de pensar? Novo livro deixa alerta inquietante
Num mundo onde as notificações não param e os estímulos digitais dominam o dia a dia, surge um livro que promete abalar consciências e lançar um debate urgente sobre a forma como vivemos.
“Homo Reactivus: Consequências da Cibercultura para um Novo Mundo”, da autoria do investigador arcuense Pedro Rodrigues Costa, chega às livrarias com uma mensagem clara: estamos cada vez mais a substituir a ação pela reação — e isso pode ter consequências profundas na nossa sociedade.
A obra, publicada pela Edições Húmus, parte de uma ideia reforçada pelo World Happiness Report 2026: uma atitude ativa está diretamente ligada a maiores níveis de bem-estar. No entanto, a realidade atual parece seguir na direção oposta.
Vivemos numa era marcada por respostas rápidas, impulsivas e muitas vezes condicionadas por algoritmos, redes sociais e até inteligência artificial. Segundo o autor, esta “cultura da reatividade” está a moldar comportamentos e a limitar a capacidade crítica, autónoma e consciente dos indivíduos.
Mais do que uma simples análise, o livro levanta um alerta sério: quando as pessoas passam a viver sobretudo em modo de reação — frequentemente influenciadas por conteúdos pensados para consumo rápido ou manipulação — diminui o espaço para o pensamento profundo e para a ação intencional.
Entre os conceitos abordados, destaca-se o chamado “brain rot” (ou “podridão cerebral”), associado a um possível declínio cognitivo. O impacto pode estender-se a várias áreas da vida, desde a aprendizagem às relações sociais, levantando até a hipótese de um retrocesso civilizacional.
A obra analisa ainda o papel das plataformas digitais na captura de atenção e na criação de novas formas de poder — descritas como “psicopoder” — que influenciam comportamentos, opiniões e decisões à escala global.
Mas Homo Reactivus não se limita a apontar problemas. É também um convite à reflexão e à mudança: recuperar uma postura mais ativa, crítica e consciente num mundo cada vez mais dominado pela reação.
Num tempo em que parar para pensar se tornou quase um luxo, este livro surge como um verdadeiro alerta — e, acima de tudo, como um desafio a voltar a assumir o controlo da nossa própria vida.
Cultura
Sons de Vez 2026 traz grandes nomes da música portuguesa
À porta de celebrar quase 25 anos de história, o Sons de Vez regressa em 2026 a Arcos de Valdevez com um cartaz fechado que reúne alguns dos maiores nomes da música portuguesa, reafirmando-se como o festival mais antigo dedicado exclusivamente à música feita em Portugal.
Reconhecido como um verdadeiro baluarte da cultura e da identidade sonora contemporânea, o Sons de Vez apresenta, nesta edição, oito datas e 14 projetos musicais, distribuídos por oito sábados, entre 7 de fevereiro e 28 de março, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.
A abertura do festival acontece a 7 de fevereiro, com o regresso de Tiago Bettencourt, uma referência incontornável da música nacional. A primeira parte do concerto estará a cargo do Rui Fernandes Quarteto, com destaque para a viola tradicional.
O mês de fevereiro prossegue a 14 de fevereiro com o ritmo irreverente dos Retimbrar, antecedidos por Homem em Catarse, que celebra dez anos de carreira. A 21 de fevereiro, o palco é ocupado pelo talento feminino de Milhanas, seguida da soul-pop de Daniela Galhoz. Fevereiro encerra, a 28, com A garota não e a estreia em Portugal da norte-americana Amy Rigby.
Em março, o Sons de Vez mantém o ritmo com mais seis propostas. A 7 de março sobe ao palco Carlão, seguindo-se, a 14 de março, a última digressão dos PAUS, acompanhados por MONCHMONCH. A 21 de março, os Best Youth regressam ao festival com novo trabalho, antecedidos pelos italianos Ardours. O encerramento acontece a 28 de março, com os históricos Delfins.
Todos os concertos realizam-se às 22h00. Os bilhetes têm valores entre 10€ e 12€, estando disponíveis para compra no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo, na Casa das Artes ou online, através da Ticketline.
AGENDA – SONS DE VEZ 2026
- 07 fevereiro – Tiago Bettencourt + Rui Fernandes Quarteto
- 14 fevereiro – Retimbrar + Homem em Catarse
- 21 fevereiro – Milhanas + Daniela Galhoz
- 28 fevereiro – A garota não + Amy Rigby
- 07 março – Carlão
- 14 março – PAUS + MONCHMONCH
- 21 março – Best Youth + Ardours
- 28 março – Delfins
Cultura
Professor Filipe Alves Machado lança livro dedicado a Teixeira de Queiroz
O professor e investigador arcuense Filipe Alves Machado vai lançar, no próximo sábado, 10 de janeiro, o livro A (Est)ética de Teixeira de Queiroz, um ensaio dedicado à análise da obra de Francisco Teixeira de Queiroz (1848–1919), figura marcante da vida política, empresarial e literária portuguesa.
A apresentação da obra terá lugar pelas 16h00, na Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, e contará com a intervenção da Professora Doutora Isabel Pires de Lima, docente universitária e antiga Ministra da Cultura.
Resultado de um trabalho de investigação desenvolvido ao longo de várias décadas, A (Est)ética de Teixeira de Queiroz constitui o terceiro estudo de Filipe Alves Machado dedicado a esta personalidade, aprofundando a leitura crítica e estética da sua produção literária e intelectual.
Entre os trabalhos anteriores do autor destaca-se Teixeira de Queiroz para Néscios, uma obra de carácter pedagógico, pensada para aproximar o público mais jovem da vida e obra do escritor.
A iniciativa insere-se na programação cultural do Município de Arcos de Valdevez, promovendo a valorização do património literário e intelectual e incentivando o debate cultural e académico no concelho.
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