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Atualidade

Pastorícia tradicional deve ser reconhecida como pilar estratégico da nova PAC, defende Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca

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A Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca apresentou um contributo técnico e reivindicativo para a definição da nova Política Agrícola Comum (PAC), defendendo o reconhecimento pleno da pastorícia tradicional e extensiva como um pilar essencial da sustentabilidade ambiental, económica e social das regiões rurais, em especial das zonas de montanha e de baixa densidade populacional.

A Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, cooperativa portuguesa sediada na região do Minho, defende que a nova Política Agrícola Comum (PAC) reconheça de forma clara e justa o papel estratégico da pastorícia tradicional e extensiva, enquanto modelo produtivo sustentável e estruturante do mundo rural europeu.

Entre as principais reivindicações está a valorização produtiva da pastagem nativa, entendida como um aproveitamento racional de recursos naturais endógenos. Segundo a Cooperativa, este sistema permite transformar biomassa espontânea, muitas vezes considerada desperdício ou material combustível, em produtos de elevado valor acrescentado, como a carne proveniente de raças autóctones, contribuindo simultaneamente para a prevenção de incêndios rurais e para a redução dos custos de produção.

O documento chama ainda a atenção para o papel ambiental das pastagens arbustivas, frequentemente desvalorizadas nos atuais enquadramentos regulamentares, apesar da sua importância no combate à erosão dos solos, na retenção das águas pluviais e na recarga dos lençóis freáticos. A Cooperativa defende uma revisão destes critérios, alinhada com os objetivos ambientais e climáticos da União Europeia.

Outro ponto central é a reavaliação de espécies arbustivas como o tojo e a giesta, muitas vezes classificadas como nocivas. Tratando-se de leguminosas com capacidade de fixação de azoto, a sua eliminação sistemática representa, segundo a Cooperativa, um erro técnico e um custo ambiental e económico injustificado.

Nas zonas de montanha, a pastorícia extensiva assume também uma importância socioeconómica determinante. Em muitos territórios, cerca de 80% dos agregados familiares com menos de 50 anos têm pelo menos um membro ligado a esta atividade, sendo esta fundamental para a fixação da população jovem, a gestão do território e a prevenção do abandono rural.

A Cooperativa sublinha igualmente a necessidade de proteger e promover a transumância, prática milenar reconhecida em 2019 como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, defendendo que este reconhecimento se traduza em medidas concretas de apoio no âmbito da PAC.

Saúda-se ainda a aprovação recente, pelo Parlamento Europeu, de medidas que introduzem maior flexibilidade e apoio aos agricultores, nomeadamente aos pequenos produtores, defendendo-se que estas sejam aplicadas de forma uniforme, simplificada e acessível.

Por fim, o contributo destaca a importância da proteção da flora nativa e dos polinizadores e da salvaguarda das raças autóctones adaptadas à pastorícia extensiva, como a Cachena, a Barrosã, a Minhota, a Bravia, a Bordaleira Entre Douro e Minho, a Churra do Minho e a Garrana, consideradas património genético, cultural e económico insubstituível.

A Cooperativa termina convidando formalmente os representantes da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e da Comunidade Económica Europeia a realizarem uma visita técnica ao território, sublinhando que só a observação direta no terreno permite compreender plenamente a complexidade e a importância destes sistemas produtivos.

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Atualidade

Equipa feminina do FC Porto escolheu Arcos para preparar nova temporada

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A equipa feminina do FC Porto voltou a escolher Arcos de Valdevez para realizar o estágio de preparação para a nova temporada, reforçando a presença do concelho no mapa dos destinos procurados para estágios desportivos.

A formação portista permaneceu em Arcos de Valdevez durante cinco dias, entre 28 de julho e 1 de agosto, período em que desenvolveu o seu plano de preparação antes do arranque da época oficial.

Durante o estágio, as jogadoras recorreram às infraestruturas desportivas do concelho para desenvolver trabalho físico, técnico e tático, aproveitando também as condições proporcionadas pelo território.

Arcos ganha espaço no turismo desportivo

A passagem do FC Porto pelo concelho insere-se numa aposta mais abrangente de Arcos de Valdevez no turismo desportivo.

Nos últimos anos, o concelho tem recebido equipas nacionais e internacionais para a realização de estágios, beneficiando da conjugação entre infraestruturas desportivas, espaços naturais, tranquilidade e capacidade de acolhimento.

A presença destas equipas representa também um impacto que ultrapassa a vertente estritamente desportiva. Os estágios implicam a utilização de unidades hoteleiras, restauração e comércio local, contribuindo para a dinamização da economia do concelho.

A nova passagem da equipa feminina do FC Porto por Arcos de Valdevez reforça, assim, a estratégia de afirmação do território como destino para a preparação de equipas e realização de estágios desportivos.

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Arcos investe mais de 62 mil euros em apoio a 1.400 alunos

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A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vai investir mais de 62 mil euros em auxílios económicos destinados a 1.400 alunos do concelho, numa medida que pretende ajudar as famílias a enfrentar as despesas associadas ao arranque do novo ano letivo.

O apoio resulta de um protocolo aprovado entre o Município e a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Valdevez, para o ano letivo 2026/2027.

Apoio abrange fichas de trabalho

No âmbito da ação social escolar, a autarquia vai comparticipar a aquisição das fichas de trabalho, sendo o valor do apoio definido de acordo com o escalão de rendimento dos alunos.

Os estudantes abrangidos pelos escalões A e B terão direito a uma comparticipação de 100% do custo das fichas de trabalho.

Já os alunos sem escalão beneficiarão de um apoio correspondente a 50% do valor.

A medida pretende aliviar os encargos das famílias numa altura do ano particularmente exigente para os orçamentos familiares e garantir o acesso dos alunos aos recursos pedagógicos necessários, independentemente da sua condição económica.

Com este investimento, o Município pretende reforçar a igualdade de oportunidades no acesso à educação, apoiar as famílias arcuenses e contribuir para o sucesso educativo dos alunos do concelho.

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Atualidade

Souto e Tabaçô celebraram o regresso dos emigrantes à terra

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O verão é também tempo de regressos e reencontros em Arcos de Valdevez. A União de Freguesias de Souto e Tabaçô promoveu a Festa do Emigrante, num momento dedicado a todos aqueles que vivem longe, mas que nesta altura do ano regressam às suas raízes.

A iniciativa decorreu na sede da Junta da União de Freguesias e reuniu dezenas de pessoas, num convívio marcado pela animação e pela tradição.

Mais do que um momento festivo, a iniciativa procurou proporcionar uma oportunidade de reencontro entre familiares, amigos e diferentes gerações, numa época particularmente significativa para as freguesias do concelho, marcada pelo regresso de muitos emigrantes.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez esteve representada pelo vereador Carlos Taveira, que participou no convívio e deu as boas-vindas a quem regressou à terra durante o mês de agosto.

A Festa do Emigrante procurou, assim, reforçar os laços entre a comunidade residente e aqueles que construíram a sua vida fora do concelho, mas continuam a manter uma forte ligação às suas origens.

Entre saudade, tradição e reencontros, Souto e Tabaçô voltaram a celebrar aqueles que partiram, mas que continuam a chamar “casa” à terra que os viu partir.

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