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Do sonho à coragem: a história de Stephánie que nunca desistiu

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Em Arcos de Valdevez, há histórias que merecem ser contadas. Histórias reais, feitas de coragem, sacrifício e uma força que não se explica — sente-se.

A de Stephánie Silva é uma delas.

Licenciada em Recursos Humanos, com um percurso profissional marcado por diferentes experiências, sempre houve algo que nunca mudou: o gosto por pessoas. O atendimento ao público não era apenas uma função — era uma paixão.

Mas a vida nem sempre segue o caminho que planeamos.

Depois de trabalhar na sua área, de enfrentar longas viagens, horários exigentes e o desgaste de uma rotina que pouco lhe trazia realização, Stephanie tomou uma decisão que muitos não têm coragem de tomar: largou o “seguro” para apostar num sonho.

E assim nasceu a sua primeira ideia de negócio.

Até que, em 2020, decidiu dar o salto: abrir uma loja física.

Mas o destino tinha outros planos.

Dois dias depois de alugar o espaço… o país entrou em confinamento.

O medo podia ter vencido. A incerteza podia ter travado tudo. Mas Stephanie fez o que sempre fez: adaptou-se.

Perante um mercado inesperadamente alterado, mudou o conceito inicial e reinventou-se. Assim nasceu a Loja 13, com um modelo simples e diferenciador — peças a preço único.

Mais tarde, o crescimento, a evolução do mercado e a própria maturidade do negócio deram origem ao que hoje conhecemos como Lojinha da Sté.

Uma força que vem de dentro

A história de Stephánie não se resume ao empreendedorismo.

Pelo meio, enfrentou um dos momentos mais difíceis da sua vida: uma trombose grave, dias após o nascimento da sua primeira filha. Foram semanas de dor, incerteza e superação.

Mas, longe de a travar, esse momento mudou-a.

E foi exatamente isso que fez.

Hoje, é mãe de três meninas, gere o seu negócio, mantém uma presença forte nas redes sociais — com transmissões em direto quase diárias — e continua a crescer, passo a passo, com uma comunidade de clientes que já são muito mais do que isso:

Muito mais do que uma loja

Na Lojinha da Sté, não se vende apenas roupa: cria-se relação. Confiança. Proximidade!

Entre diretos, mensagens e atendimento personalizado, Stephánie construiu algo raro: um negócio com alma.

E talvez seja esse o segredo.

Num mundo onde muitos desistem ao primeiro obstáculo, Stephánie escolheu continuar. Adaptar. Evoluir. Acreditar.

Uma inspiração feita em Arcos de Valdevez

Seis anos depois, a loja continua de portas abertas. Mas mais do que isso: continua viva, dinâmica e em crescimento.

Porque por trás dela está uma mulher que nunca parou.

Uma mulher que trocou o certo pelo incerto.
Que enfrentou uma pandemia.
Que superou desafios de saúde.
Que equilibra diariamente o papel de mãe e empresária.

E que, acima de tudo, nunca desistiu de si!

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ARCOS DE VALDEVEZ VESTE A SUA IDENTIDADE: Município apresenta camisas tradicionais do Concelho

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Há símbolos que contam histórias. Outros transportam memórias, tradições e sentimentos de pertença. Em Arcos de Valdevez, esses elementos ganharam agora uma nova expressão através das Camisas Tradicionais do Concelho, apresentadas oficialmente esta terça-feira e concebidas para representar a identidade de uma terra profundamente ligada às suas raízes.

Mais do que simples peças de vestuário, estas camisas surgem como uma homenagem ao património cultural arcuense. Bordadas com símbolos cuidadosamente escolhidos e inspiradas na riqueza histórica e humana do território, incorporam também a frase que há muito identifica o concelho, transformando-se num verdadeiro símbolo de orgulho local.

O projeto foi desenvolvido pelo arcuense Luís Fernandes, num trabalho realizado em estreita colaboração com o Município de Arcos de Valdevez. Cada elemento foi pensado ao detalhe, procurando traduzir em tecido aquilo que distingue a comunidade arcuense: a sua história, as suas tradições e o forte sentimento de pertença que atravessa gerações.

As camisas tradicionais de Arcos de Valdevez foram concebidas para representar cada lugar, cada freguesia e cada pessoa que faz parte desta terra. São peças que unem passado e presente, valorizam a identidade local e reforçam os laços que ligam os arcuenses ao seu território.

Num tempo em que preservar as tradições é também uma forma de projetar o futuro, estas camisas assumem-se como um novo embaixador da cultura local, vestindo com orgulho a essência de Arcos de Valdevez e celebrando aquilo que torna o concelho único.

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Pequenos chefs descobrem os sabores do feijão tarreste em workshop de alimentação saudável

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Alunos do 2.º ano do Agrupamento de Escolas de Valdevez aprenderam a confecionar mini hambúrgueres com um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia local.

Num ambiente de entusiasmo, criatividade e muita aprendizagem, os alunos do 2.º ano do Agrupamento de Escolas de Valdevez participaram recentemente num workshop dedicado ao feijão tarreste, uma iniciativa promovida pelo Município de Arcos de Valdevez, em articulação com a Equipa de Saúde Escolar, no âmbito do programa “Regime da Fruta Escolar”, cofinanciado pelo IFAP.

A atividade contou com a colaboração da EPRALIMA, responsável pela dinamização da sessão, e teve como principal objetivo sensibilizar as crianças para a importância de uma alimentação saudável, ao mesmo tempo que promoveu a valorização dos produtos locais junto das gerações mais jovens.

Durante o workshop, os pequenos participantes tiveram a oportunidade de aprender a preparar um mini hambúrguer de feijão tarreste, seguindo as orientações da professora e dos alunos do curso de Cozinha e Pastelaria da EPRALIMA. Depois da confeção, cada criança pôde personalizar o seu hambúrguer, escolhendo ingredientes saudáveis como tomate, couve roxa e molho de iogurte.

Equipados a rigor com chapéus e aventais, os alunos assumiram o papel de verdadeiros chefs por um dia, numa experiência que aliou educação alimentar, diversão e contacto com os sabores da tradição local.

No final da atividade, além de degustarem a iguaria preparada por si próprios, os participantes receberam um folheto com a receita utilizada, permitindo levar para casa os conhecimentos adquiridos e partilhá-los com a família.

Com esta iniciativa, o Município de Arcos de Valdevez reforça o seu compromisso com a promoção de hábitos alimentares saudáveis, incentivando simultaneamente o consumo de produtos locais e a adoção de estilos de vida mais equilibrados desde a infância.

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ARCOS FADO FEST: O FESTIVAL ONDE PORTUGAL SE CANTA

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O Arcos Fado Fest + Festivinhão despediu-se este domingo de mais uma edição memorável, confirmando-se como um dos mais diferenciadores festivais dedicados à música portuguesa. Durante três dias, Arcos de Valdevez transformou-se num palco privilegiado para a celebração do fado, da cultura nacional, dos Vinhos Verdes e das tradições que continuam a unir gerações.

Com a curadoria do fadista Marco Rodrigues, o festival voltou a reunir alguns dos maiores nomes da música portuguesa, proporcionando ao público momentos únicos de emoção, talento e proximidade.

A abertura do evento esteve a cargo de Raquel Tavares, que encantou o público presente com um concerto intenso e profundamente emotivo. Dona de uma voz inconfundível e de uma presença em palco cativante, a fadista conquistou por completo o Anfiteatro do Trasladário, numa noite marcada pela autenticidade e pela portugalidade.

Em entrevista ao Arcos em Destaque, Raquel Tavares destacou o carinho que sente pelo Norte do país e pela forma como o público acolheu o festival.

“Adoro vir ao Norte. As pessoas aqui sabem receber muito bem e é sempre agradável perceber que o fado, ainda quando não é um género próprio desta região, é aceite e vivido com tanta intensidade. Adorei participar neste festival e prometo vir cá mais vezes porque, ainda quando sou muito alfacinha, adoro o Norte e as suas gentes. Obrigada por me receberem tão bem.”

No segundo dia, o palco recebeu Marco Rodrigues, mentor do festival e artista com raízes arcuenses. O fadista revisitou alguns dos temas mais marcantes da sua carreira e proporcionou ao público um espetáculo carregado de emoção, acompanhado por duas artistas de referência da música portuguesa: Marisa Liz e Áurea.

A cumplicidade entre os três artistas deu origem a momentos inesquecíveis, num concerto que reuniu diferentes estilos musicais sem nunca perder a essência do fado e da música portuguesa.

O encerramento ficou a cargo de Ricardo Ribeiro, uma das vozes mais respeitadas do panorama fadista nacional. Num concerto intimista e profundamente sentido, o artista conduziu o público por uma viagem de emoções, encerrando da melhor forma uma edição que ficará certamente na memória de todos os que a viveram.

Ao longo do fim de semana, a vila viveu o fado em diversos espaços e formatos. As iniciativas Fado na Vila e Fado à Mesa voltaram a aproximar artistas e público, enquanto o som da guitarra portuguesa ecoou por locais emblemáticos da vila, criando ambientes únicos e reforçando a ligação entre a música e o território.

Entre as novidades desta edição destacou-se o Folclore Fadista, protagonizado por Tiago Correia e Ana Rita Prada. Uma iniciativa que cruzou duas das mais importantes expressões da cultura portuguesa, transformando o fado em folclore e o folclore em fado, numa verdadeira homenagem às raízes, às tradições e à identidade nacional.

Para Marco Rodrigues, é precisamente esta capacidade de inovar que tem permitido ao festival crescer e conquistar cada vez mais público.

Ao longo de três dias, milhares de pessoas passaram pelo festival, contribuindo para uma atmosfera de celebração que envolveu visitantes, artistas, comerciantes, produtores de vinho e toda a comunidade local.

Mais do que um evento cultural, o Arcos Fado Fest + Festivinhão voltou a afirmar-se como uma experiência que une música, património, gastronomia, tradição e identidade.

Terminada mais uma edição, fica a certeza de que o festival continua a crescer, a reinventar-se e a afirmar Arcos de Valdevez como um dos lugares onde melhor se celebra a cultura portuguesa.

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