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Quem cuida de quem cuida?

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Decidi escrever hoje sobre mim enquanto enfermeira e acredito que será também um pouco sobre a grande maioria dos enfermeiros, porque a nossa identidade funde-se com o cuidar.

Ser enfermeira não é apenas o que faço quando visto a farda; é a forma como vejo o mundo; é sobre aprender a ler o que não é dito num olhar; é ser guardiã de histórias, confidente de medos e testemunha de momentos mais difíceis da vida.

O Dia Internacional do Enfermeiro assinala-se a 12 de maio, mas, para quem vive esta profissão, o cuidar não cabe numa data — acontece todos os dias, em todos os turnos, em todos os silêncios.

Há profissões que se aprendem.
E há outras que se sentem.

Lembro-me de um turno aparentemente igual a tantos outros.
Rotinas, medicação, procedimentos… tudo dentro do esperado.
Até que, no meio da pressa, uma pessoa segura a mão de um enfermeiro e diz apenas:
“Fique só mais um bocadinho.”

Não era um pedido técnico.
Não era algo que estivesse prescrito
Era, simplesmente, um pedido de presença.

E naquele momento, tudo abranda.
Porque cuidar, ali, não era fazer mais — era estar.

Mas há uma parte que quase não se vê:

Não se vê o cansaço que se acumula ao longo dos dias.
Não se vê o peso das histórias que não se esquecem.
Não se vê o silêncio que fica depois de um turno mais difícil.

Dias em que o corpo chega a casa…, mas a mente ainda ficou no serviço.

E, ainda assim, no dia seguinte, volta-se :
Volta-se a cuidar.
Volta-se a estar.

Porque cuidar não é apenas uma função — é uma forma de estar no mundo.

Mas talvez seja importante parar e perguntar:
quem cuida de quem cuida?

Durante muito tempo, criou-se a ideia de que cuidar do outro exige deixar-se para segundo plano.
Como se a entrega tivesse de ser total, constante, inesgotável.

Mas ninguém é inesgotável.

E talvez o verdadeiro desafio esteja aqui:
continuar a cuidar… sem se perder.

Cuidar de si não é afastar-se do outro.
É garantir que ainda há em nós espaço, energia e presença para continuar.

Talvez não seja preciso mudar tudo.
Talvez baste começar pequeno.

Uma pausa.
Um limite.
Um momento de escuta interior.

Porque no meio de tantas vidas que se tocam,
também a nossa precisa de ser cuidada.

Neste dia, mais do que assinalar uma profissão,
vale a pena reconhecer as pessoas que a vivem.

E lembrar, com simplicidade:
cuidar é uma das formas mais bonitas de estar no mundo —
mas quem cuida também precisa de ser cuidado.

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FÉ, ALEGRIA E CONVÍVIO MARCARAM ENCERRAMENTO DO ANO CATEQUÉTICO NO MONTE DO CASTELO

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O Monte do Castelo encheu-se de alegria, partilha e espírito comunitário no passado domingo, ao acolher o convívio de encerramento do ano catequético das paróquias de Monte Redondo, Rio Frio, Senharei, Mei, Eiras, Rio de Moinhos e Gondoriz.

A iniciativa, promovida com o apoio das respetivas juntas de freguesia e associações locais, reuniu crianças, catequistas, famílias e membros da comunidade num dia especialmente dedicado à celebração da fé, da amizade e do Dia Mundial da Criança.

Ao longo da jornada, os mais novos tiveram oportunidade de desfrutar de diversos momentos de animação, insufláveis e atividades recreativas, transformando o emblemático espaço do Monte do Castelo num verdadeiro palco de alegria e convívio.

O encontro contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, que destacou a importância destas iniciativas na promoção dos valores da comunidade, da partilha e da proximidade entre gerações.

O dia terminou com a celebração da Eucaristia, num momento de reflexão e agradecimento que assinalou o encerramento simbólico de mais um ano catequético, reforçando os laços que unem estas comunidades paroquiais e deixando nas crianças memórias que certamente perdurarão no tempo.

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Escuteiros de Arcos de Valdevez levam talento e tradição ao Festival de Tapetes da Galiza

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Agrupamento 214 voltou a representar o concelho em Ponteareas, num dos mais emblemáticos eventos dedicados à arte dos tapetes floridos.

O Agrupamento 214 do Corpo Nacional de Escutas voltou a representar Arcos de Valdevez no prestigiado “Festival de Tapetes”, realizado em Ponteareas, na Galiza, reforçando os laços culturais entre as duas regiões e levando além-fronteiras o nome do concelho arcuense.

A participação surgiu na sequência de um convite da Associação Alfombristas de Ponteareas, que reconheceu o excelente trabalho desenvolvido pelo agrupamento na edição anterior do evento, distinguindo assim o empenho e a dedicação demonstrados pelos jovens escuteiros.

Nesta edição marcaram presença os Exploradores Francisco Barreira, Maria Ventura, Cristiana Fernandes, Sara Barros, Paula Silva, Mariana Gomes e Renata Marques, acompanhados pelos dirigentes Fernando Ribeiro, Carolina Torres, Manuela Gomes e Raquel Dias.

Ao longo da iniciativa, os participantes tiveram oportunidade de integrar uma experiência marcada pela criatividade, pelo espírito de equipa e pela valorização de uma tradição profundamente enraizada na cultura local. Mais do que uma participação num evento internacional, esta presença constituiu um momento de partilha, aprendizagem e intercâmbio cultural entre comunidades unidas pelo respeito pelas suas tradições.

A representação do Agrupamento 214 voltou a destacar-se pelo entusiasmo, dedicação e sentido de pertença demonstrados pelos seus elementos, que foram verdadeiros embaixadores de Arcos de Valdevez num evento que reúne milhares de visitantes todos os anos.

Uma participação que enche de orgulho a comunidade arcuense e que evidencia, uma vez mais, o papel do escutismo na formação de jovens ativos, responsáveis e comprometidos com os valores da cidadania e da cultura.

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Atualidade

Solidariedade sem fronteiras: HDS transporta ajuda essencial para vítimas da tempestade Kristin

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Num gesto profundamente marcado pela solidariedade e pelo espírito de missão, a empresa HDS assegurou gratuitamente o transporte de ajuda humanitária destinada às pessoas afetadas pela tempestade Kristin, que atingiu várias zonas do país no passado mês de fevereiro.

Ao todo, seguiram cerca de 20 paletes com aproximadamente dois metros de altura cada, contendo roupa para adulto e criança, bens alimentares, produtos de higiene e brinquedos, essenciais para apoiar as famílias afetadas pelo mau tempo.

A recolha destes bens foi promovida em França por um grupo de emigrantes portugueses unidos pela vontade de ajudar quem mais precisa. Entre eles encontra-se Tony Barros, arcuense natural da freguesia de Rio Frio, que participou ativamente nesta corrente de solidariedade.

As paletes partiram do armazém da HDS, em Arcos de Valdevez, na passada terça-feira, 19 de maio, rumo a Leiria, numa ação que uniu emigrantes, voluntários e uma empresa local em torno de um objetivo comum: levar esperança a quem enfrenta momentos difíceis.

Mais do que transportar bens, esta missão transportou humanidade, mostrando que a solidariedade continua a ser uma das maiores forças das comunidades portuguesas, dentro e fora do país.

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