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Atualidade

“O segredo da vida? Fazer tudo com calma”

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Há pessoas que marcam um dia inteiro com uma simples conversa. Foi o que aconteceu ao conhecer João Rodrigues Esteves, um homem que, com um sorriso tranquilo, faz questão de se apresentar dizendo que tem “100 anos e cinco meses”.

Natural da freguesia de Gondoriz, no lugar da Lombadinha, João Rodrigues Esteves é pai de nove filhos e avô de treze netos. Chegado a uma idade que poucos têm o privilégio de alcançar, conserva uma autonomia admirável, uma memória impressionante e uma lucidez que surpreende quem com ele conversa.

Homem de trabalho, dedicou grande parte da sua vida à construção civil, exercendo a profissão de pedreiro, mas também muitos outros ofícios que a vida lhe foi apresentando. Fala do passado com a serenidade de quem viveu muito e aprendeu ainda mais.

Questionado sobre o segredo para chegar aos 100 anos com tanta vitalidade, não hesita na resposta:

“Trabalhei muito, como pedreiro, e em muitos mais ofícios, mas sempre com calma.”

Uma frase simples, mas carregada de sabedoria. Numa época em que tudo parece acontecer à pressa, João Rodrigues Esteves acredita que a calma foi uma das suas maiores companheiras ao longo da vida.

Durante a conversa, percebe-se facilmente que não é apenas a idade que impressiona. É a forma como olha para a vida, agradecido pelo caminho percorrido e consciente do privilégio que representa celebrar um século de existência.

João Rodrigues Esteves é um testemunho vivo de uma geração que construiu famílias, comunidades e um país com esforço, resiliência e humildade. Um homem que atravessou cem anos de história sem perder a simplicidade e que continua a ensinar, através do exemplo, que talvez os maiores segredos da vida sejam mesmo os mais simples.

E, entre tantas histórias que certamente teria para contar, fica uma lição que merece ser guardada:

Viver muito pode ser uma questão de sorte. Viver bem, talvez seja uma questão de calma.

Atualidade

Orgulho arcuense! Três atletas do CRAV chamadas ao Europeu de Rugby pela Seleção Nacional

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Alexandrina Ramalho, Laura Simões e Maria João Gomes vão representar Portugal no Campeonato da Europa Sub-18, na Hungria

O talento formado em Arcos de Valdevez volta a dar cartas além-fronteiras. Três atletas do Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV) foram convocadas para integrar a Seleção Nacional Feminina Sub-18 de Rugby Sevens que irá disputar o Campeonato da Europa, em Budapeste, na Hungria.

Alexandrina Ramalho, Laura Simões e Maria João Gomes fazem parte da lista final de convocadas para representar Portugal naquela que é uma das mais importantes competições europeias da modalidade, um reconhecimento que volta a destacar o excelente trabalho desenvolvido pelo CRAV na formação de jovens atletas.

A convocatória surge após um exigente processo de preparação, marcado por vários estágios de observação e treino, onde as três atletas demonstraram qualidade, dedicação e mérito suficientes para conquistar um lugar entre as melhores jovens jogadoras do país.

A competição arranca já no próximo 18 de julho, com Portugal a enfrentar, na fase de grupos, as seleções de Andorra (08h22), Suécia (12h10) e Suíça (15h36), procurando garantir o apuramento para as fases decisivas do Campeonato da Europa.

Para o CRAV, esta tripla convocatória representa mais um momento de enorme orgulho e confirma o estatuto do clube como uma das principais referências nacionais na formação de atletas de rugby feminino. Ao longo dos últimos anos, o emblema arcuense tem vindo a afirmar-se pela qualidade do trabalho desenvolvido nos escalões de formação, contribuindo de forma consistente para o crescimento da modalidade em Portugal.

Mais do que uma conquista individual, esta convocatória é o reflexo de um projeto desportivo sólido, do empenho das atletas, dos treinadores e de toda a estrutura do CRAV, que continua a formar jovens talentos capazes de levar o nome de Arcos de Valdevez e de Portugal às maiores competições internacionais.

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Arcos de Valdevez voltou a mostrar que forma campeões… desta vez na Europa

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O feito é europeu, mas tem um forte sabor arcuense. A Seleção Nacional de Pesca à Pluma, recentemente distinguida com o vice-campeonato da Europa, foi recebida nos Paços do Concelho de Arcos de Valdevez, numa cerimónia de reconhecimento pelo extraordinário resultado alcançado na Bósnia.

O momento ganhou ainda maior significado por um motivo muito especial: dos sete elementos da comitiva nacional, seis são atletas da APDVEZ, confirmando a excelência do clube arcuense nesta modalidade.

A receção contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, e da vice-presidente, Emília Cerdeira, que fizeram questão de homenagear atletas e equipa técnica pelo desempenho que voltou a colocar Portugal entre as maiores potências europeias da pesca à pluma.

Durante a cerimónia, o autarca destacou o orgulho que esta conquista representa para Arcos de Valdevez, sublinhando que o vice-campeonato europeu reflete a qualidade, o talento e a dedicação dos atletas da APDVEZ, servindo igualmente de inspiração para as novas gerações de desportistas.

Como forma de assinalar este resultado histórico, o Município entregou uma lembrança institucional aos atletas e à equipa técnica, reconhecendo o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e o importante contributo dado para afirmar o nome de Arcos de Valdevez e de Portugal além-fronteiras.

Com este desempenho, a APDVEZ reforça o seu estatuto como uma das grandes referências nacionais da pesca à pluma, demonstrando que, a partir de Arcos de Valdevez, continuam a nascer atletas capazes de competir ao mais alto nível internacional.

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Milhares de pessoas viajaram até ao século XII… e tudo aconteceu em Arcos de Valdevez

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Durante três dias, o Paço de Giela transformou-se numa autêntica máquina do tempo. Entre cavaleiros, mercadores, guerreiros, falcoeiros e personagens de época, milhares de visitantes mergulharam na atmosfera medieval proporcionada por mais uma edição da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, um dos eventos culturais mais emblemáticos do concelho.

Entre os dias 10 e 12 de julho, Arcos de Valdevez voltou a celebrar um dos momentos mais marcantes da fundação de Portugal, recriando o histórico Recontro de Valdevez, ocorrido na primavera de 1141 entre D. Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela. O espetáculo principal integrou ainda a representação de “Afonso e a Conquista de Lisboa”, transportando o público para um dos capítulos decisivos da afirmação do primeiro rei de Portugal e da consolidação do Reino.

Ao longo do recinto, não faltaram experiências para todas as idades. Acampamentos militares, ofícios medievais, falcoaria, treino de guerreiros, tabernas, jogos tradicionais, teatro, música, dança e animação permanente criaram uma envolvência única, onde a História deixou de estar apenas nos livros para ser vivida de perto por quem visitou o evento.

A forte adesão do público voltou a confirmar o sucesso de uma iniciativa que, ano após ano, se afirma como uma referência nacional na divulgação da História de Portugal, promovendo simultaneamente o património, a cultura, as tradições e a dinamização turística e económica do concelho.

Mais do que uma recriação histórica, o Recontro de Valdevez continua a ser uma celebração da identidade arcuense e da memória coletiva nacional, reforçando o papel de Arcos de Valdevez como o palco de um dos episódios mais importantes da História de Portugal.

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