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Atualidade

“O Cansaço de parecer perfeito”

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Vivemos rodeados de sorrisos!

Nas redes sociais, nas fotografias de família, nas conversas rápidas do dia a dia, parece que todos estão bem. Muito bem. Felizes, realizados, motivados e sempre prontos para enfrentar qualquer desafio com um sorriso no rosto.

Mas a verdade é que, por trás de muitos desses sorrisos, existem pessoas cansadas.

Cansadas de fingir que está tudo bem.

Cansadas de acreditar que sentir tristeza, medo, frustração ou desânimo é um sinal de fraqueza.

Cansadas de carregar a obrigação de serem positivas a toda a hora.

É aqui que surge aquilo a que chamamos positividade tóxica: a ideia de que devemos manter uma atitude positiva independentemente das circunstâncias, ignorando ou reprimindo emoções consideradas negativas.

Frases como: “pensa positivo”, “há quem esteja pior”, “não tens motivos para estar triste” ou “sorri que passa” podem parecer inofensivas. Muitas vezes são ditas com boa intenção. No entanto, quando usadas para silenciar o sofrimento, acabam por transmitir uma mensagem perigosa: a de que sentir dor não é aceitável.

Mas a vida nunca foi feita apenas de emoções agradáveis.

A tristeza ajuda-nos a processar perdas.

O medo protege-nos do perigo.

A raiva sinaliza que algo importante foi ultrapassado.

A frustração ensina-nos a persistir ou a mudar de caminho.

Quando tentamos esconder aquilo que sentimos para corresponder a uma imagem de felicidade permanente, criamos uma distância entre quem somos e quem mostramos ser. E essa distância tem um preço: ansiedade, isolamento, exaustão emocional e uma profunda sensação de solidão.

Porque não há nada mais solitário do que sofrer em silêncio enquanto se tenta convencer o mundo de que está tudo bem.

Precisamos, com urgência, de resgatar o direito à vulnerabilidade. Normalizar os dias maus não é um convite ao desespero ou ao pessimismo crónico; é um ato de sanidade mental. Significa entender que a vida é feita de ciclos e que está tudo bem em não ter todas as respostas, em pedir ajuda e em admitir que o fardo, às vezes, está pesado demais.

Banir a positividade tóxica é o primeiro passo para construirmos relações mais humanas, tanto fora como dentro dos ecrãs. Sejamos, portanto, mais generosos com as nossas próprias falhas e menos tolerantes com a tirania da perfeição artificial. A vida real acontece na nossa capacidade de recomeçar, mas só depois de nos darmos permissão para sentir.

Talvez esteja na hora de normalizarmos algo simples: ninguém consegue ser feliz todos os dias.

Ninguém tem de estar forte o tempo todo.

Ninguém precisa de sorrir quando o coração pede descanso.

A verdadeira saúde emocional não consiste em eliminar as emoções difíceis. Consiste em aprender a acolhê-las, compreendê-las e atravessá-las.

Precisamos de criar espaços onde seja seguro dizer “não estou bem” sem medo de julgamento.

Precisamos de ensinar as crianças e os jovens que sentir tristeza não é um fracasso.

Precisamos de recordar aos adultos que vulnerabilidade não é fraqueza.

E precisamos, acima de tudo, de trocar a perfeição pela autenticidade.

Porque a felicidade não nasce da obrigação de sorrir; nasce da liberdade de sermos humanos.

Com todas as nossas emoções.

Com todas as nossas imperfeições.

Com toda a nossa verdade.

Atualidade

Orgulho arcuense! Três atletas do CRAV chamadas ao Europeu de Rugby pela Seleção Nacional

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Alexandrina Ramalho, Laura Simões e Maria João Gomes vão representar Portugal no Campeonato da Europa Sub-18, na Hungria

O talento formado em Arcos de Valdevez volta a dar cartas além-fronteiras. Três atletas do Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV) foram convocadas para integrar a Seleção Nacional Feminina Sub-18 de Rugby Sevens que irá disputar o Campeonato da Europa, em Budapeste, na Hungria.

Alexandrina Ramalho, Laura Simões e Maria João Gomes fazem parte da lista final de convocadas para representar Portugal naquela que é uma das mais importantes competições europeias da modalidade, um reconhecimento que volta a destacar o excelente trabalho desenvolvido pelo CRAV na formação de jovens atletas.

A convocatória surge após um exigente processo de preparação, marcado por vários estágios de observação e treino, onde as três atletas demonstraram qualidade, dedicação e mérito suficientes para conquistar um lugar entre as melhores jovens jogadoras do país.

A competição arranca já no próximo 18 de julho, com Portugal a enfrentar, na fase de grupos, as seleções de Andorra (08h22), Suécia (12h10) e Suíça (15h36), procurando garantir o apuramento para as fases decisivas do Campeonato da Europa.

Para o CRAV, esta tripla convocatória representa mais um momento de enorme orgulho e confirma o estatuto do clube como uma das principais referências nacionais na formação de atletas de rugby feminino. Ao longo dos últimos anos, o emblema arcuense tem vindo a afirmar-se pela qualidade do trabalho desenvolvido nos escalões de formação, contribuindo de forma consistente para o crescimento da modalidade em Portugal.

Mais do que uma conquista individual, esta convocatória é o reflexo de um projeto desportivo sólido, do empenho das atletas, dos treinadores e de toda a estrutura do CRAV, que continua a formar jovens talentos capazes de levar o nome de Arcos de Valdevez e de Portugal às maiores competições internacionais.

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Atualidade

Arcos de Valdevez voltou a mostrar que forma campeões… desta vez na Europa

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O feito é europeu, mas tem um forte sabor arcuense. A Seleção Nacional de Pesca à Pluma, recentemente distinguida com o vice-campeonato da Europa, foi recebida nos Paços do Concelho de Arcos de Valdevez, numa cerimónia de reconhecimento pelo extraordinário resultado alcançado na Bósnia.

O momento ganhou ainda maior significado por um motivo muito especial: dos sete elementos da comitiva nacional, seis são atletas da APDVEZ, confirmando a excelência do clube arcuense nesta modalidade.

A receção contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, e da vice-presidente, Emília Cerdeira, que fizeram questão de homenagear atletas e equipa técnica pelo desempenho que voltou a colocar Portugal entre as maiores potências europeias da pesca à pluma.

Durante a cerimónia, o autarca destacou o orgulho que esta conquista representa para Arcos de Valdevez, sublinhando que o vice-campeonato europeu reflete a qualidade, o talento e a dedicação dos atletas da APDVEZ, servindo igualmente de inspiração para as novas gerações de desportistas.

Como forma de assinalar este resultado histórico, o Município entregou uma lembrança institucional aos atletas e à equipa técnica, reconhecendo o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e o importante contributo dado para afirmar o nome de Arcos de Valdevez e de Portugal além-fronteiras.

Com este desempenho, a APDVEZ reforça o seu estatuto como uma das grandes referências nacionais da pesca à pluma, demonstrando que, a partir de Arcos de Valdevez, continuam a nascer atletas capazes de competir ao mais alto nível internacional.

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Atualidade

Milhares de pessoas viajaram até ao século XII… e tudo aconteceu em Arcos de Valdevez

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Durante três dias, o Paço de Giela transformou-se numa autêntica máquina do tempo. Entre cavaleiros, mercadores, guerreiros, falcoeiros e personagens de época, milhares de visitantes mergulharam na atmosfera medieval proporcionada por mais uma edição da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, um dos eventos culturais mais emblemáticos do concelho.

Entre os dias 10 e 12 de julho, Arcos de Valdevez voltou a celebrar um dos momentos mais marcantes da fundação de Portugal, recriando o histórico Recontro de Valdevez, ocorrido na primavera de 1141 entre D. Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela. O espetáculo principal integrou ainda a representação de “Afonso e a Conquista de Lisboa”, transportando o público para um dos capítulos decisivos da afirmação do primeiro rei de Portugal e da consolidação do Reino.

Ao longo do recinto, não faltaram experiências para todas as idades. Acampamentos militares, ofícios medievais, falcoaria, treino de guerreiros, tabernas, jogos tradicionais, teatro, música, dança e animação permanente criaram uma envolvência única, onde a História deixou de estar apenas nos livros para ser vivida de perto por quem visitou o evento.

A forte adesão do público voltou a confirmar o sucesso de uma iniciativa que, ano após ano, se afirma como uma referência nacional na divulgação da História de Portugal, promovendo simultaneamente o património, a cultura, as tradições e a dinamização turística e económica do concelho.

Mais do que uma recriação histórica, o Recontro de Valdevez continua a ser uma celebração da identidade arcuense e da memória coletiva nacional, reforçando o papel de Arcos de Valdevez como o palco de um dos episódios mais importantes da História de Portugal.

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