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OMS alerta: surto de Ébola poderá ser até quatro vezes maior do que os números oficiais

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta terça-feira que a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo poderá ser significativamente mais grave do que indicam os dados oficiais. Segundo a organização, o número real de casos pode ser entre duas e quatro vezes superior ao atualmente registado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um novo alerta sobre a evolução da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDC), admitindo que a dimensão real do surto poderá ser duas a quatro vezes superior às estimativas oficiais atualmente conhecidas.

O aviso foi feito por Chikwe Ihekweazu, responsável pelo Programa de Emergências em Saúde da OMS, que explicou que, apesar de a capacidade de deteção de novos casos estar a melhorar diariamente, a propagação da doença continua a superar a capacidade de resposta das autoridades de saúde.

Segundo os dados oficiais mais recentes divulgados pelo Governo congolês, a epidemia, declarada há cerca de dois meses na província de Ituri, já provocou 702 mortes e contabiliza 1.926 casos confirmados. Entretanto, o vírus já se espalhou para outras quatro províncias — Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo e Alto Uélé — e também foram registados casos no vizinho Uganda.

A OMS sublinha que este é já o terceiro maior surto de Ébola alguma vez registado e aquele que apresenta uma das evoluções mais rápidas desde que a doença começou a ser monitorizada. A organização reforça que é essencial acelerar a identificação de casos, o rastreio de contactos e o acesso das populações aos serviços de saúde para travar a propagação do vírus.

A resposta internacional enfrenta ainda dificuldades financeiras. Segundo a OMS, foram reunidos apenas cerca de 40% dos 115 milhões de dólares considerados necessários para responder eficazmente à emergência sanitária. A organização apelou à comunidade internacional para reforçar o apoio à RDC, numa altura considerada crítica para conter o avanço da doença.

A epidemia de Ébola causada pela variante Bundibugyo foi declarada, em maio, uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional pela OMS. No entanto, a organização esclarece que, nesta fase, não estão reunidos os critérios para classificar a situação como uma pandemia.

Fonte: Agência Lusa / Observador.

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Foi aqui que tudo começou: antiga escola de Vilela juntou mais de 140 pessoas

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A antiga escola primária de Vilela voltou a encher-se de pessoas, histórias e memórias. Mais de 140 participantes juntaram-se na segunda edição do encontro “Onde Tudo Começou”, uma iniciativa intergeracional que pretende recuperar recordações e fortalecer os laços entre a comunidade.

O convívio realizou-se na antiga escola primária de Vilela, na União das Freguesias de Vilela, S. Cosme e S. Damião e Sá, um espaço que atualmente acolhe a sede da Junta de Freguesia, mas que continua intimamente ligado às memórias de infância de muitos habitantes.

Foi precisamente essa ligação entre o espaço e as diferentes gerações que voltou a servir de ponto de encontro para uma iniciativa que procura recordar histórias, reencontrar pessoas e manter viva a memória coletiva da freguesia.

O programa incluiu jogos tradicionais, concertinas e música com DJ, proporcionando momentos de diversão entre participantes de diferentes idades.

O presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, marcou presença na iniciativa e destacou a importância deste tipo de encontros para o reforço dos laços comunitários e para a promoção do convívio entre gerações.

Também estiveram presentes o presidente da União das Freguesias, José Carlos Faria, e vários elementos do executivo.

Mais do que regressar à antiga escola, o encontro permitiu regressar às histórias de quem ali cresceu e viveu parte da infância — fazendo jus ao nome de uma iniciativa que procura recordar, precisamente, “Onde Tudo Começou”.

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Depois da festa, o “mimo” ao Rio Vez: atletas voltam a limpar as margens

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Os atletas do Clube Náutico de Arcos de Valdevez voltaram a cumprir uma tradição que já se repete há vários anos: depois das festas em honra de Nossa Senhora da Lapa, dedicaram algum do seu tempo à limpeza das margens do Rio Vez.

A iniciativa decorreu no passado dia 11 de agosto, no percurso junto à vila, onde os atletas percorreram as margens do rio e recolheram resíduos, contribuindo para preservar um dos espaços naturais mais emblemáticos de Arcos de Valdevez.

Para o Clube Náutico, trata-se de um pequeno “mimo” ao Rio Vez e de uma forma simbólica de agradecer tudo aquilo que este proporciona ao longo do ano, quer enquanto espaço privilegiado para a prática desportiva, quer enquanto património natural profundamente ligado à comunidade arcuense.

A ação realiza-se habitualmente após as festas da Senhora da Lapa, período em que aumenta significativamente o movimento e a presença de pessoas nas zonas próximas do rio.

Para além da recolha de resíduos, o gesto procura também sensibilizar a população para a importância de preservar, cuidar e respeitar este recurso natural.

Mais do que uma simples ação de limpeza, a iniciativa evidencia a ligação especial entre o Clube Náutico de Arcos de Valdevez e o Rio Vez, reforçando o compromisso dos seus atletas com a proteção do património natural do concelho.

Um pequeno gesto que, ano após ano, se transformou numa tradição.

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Equipa feminina do FC Porto escolheu Arcos para preparar nova temporada

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A equipa feminina do FC Porto voltou a escolher Arcos de Valdevez para realizar o estágio de preparação para a nova temporada, reforçando a presença do concelho no mapa dos destinos procurados para estágios desportivos.

A formação portista permaneceu em Arcos de Valdevez durante cinco dias, entre 28 de julho e 1 de agosto, período em que desenvolveu o seu plano de preparação antes do arranque da época oficial.

Durante o estágio, as jogadoras recorreram às infraestruturas desportivas do concelho para desenvolver trabalho físico, técnico e tático, aproveitando também as condições proporcionadas pelo território.

Arcos ganha espaço no turismo desportivo

A passagem do FC Porto pelo concelho insere-se numa aposta mais abrangente de Arcos de Valdevez no turismo desportivo.

Nos últimos anos, o concelho tem recebido equipas nacionais e internacionais para a realização de estágios, beneficiando da conjugação entre infraestruturas desportivas, espaços naturais, tranquilidade e capacidade de acolhimento.

A presença destas equipas representa também um impacto que ultrapassa a vertente estritamente desportiva. Os estágios implicam a utilização de unidades hoteleiras, restauração e comércio local, contribuindo para a dinamização da economia do concelho.

A nova passagem da equipa feminina do FC Porto por Arcos de Valdevez reforça, assim, a estratégia de afirmação do território como destino para a preparação de equipas e realização de estágios desportivos.

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