Saúde e Bem-estar
“Quantas coisas perdemos por medo de perder?”
Esta simples pergunta carrega uma profundidade que nos pode fazer refletir profundamente sobre as nossas vidas. É um convite para examinarmos as nossas escolhas, os nossos medos e as oportunidades que deixamos passar.
Frequentemente deparamos-nos com oportunidades que nos fazem questionar as nossas escolhas e nos desafiam a sair da nossa zona de conforto. Quantas vezes hesitamos, com medo do desconhecido? A verdade é que, muitas vezes, deixamos de viver experiências incríveis simplesmente por receio de enfrentar o risco da perda.
O medo é uma resposta emocional natural, frente a possíveis ameaças ou perigos. Funciona como um sistema de alerta, mobilizando o corpo para uma ação defensiva – seja ela fugir, lutar ou congelar. No entanto, quando esse medo é excessivo ou irracional, ele pode começar a intervir negativamente no quotidiano da pessoa e na sua saúde mental. O medo é uma emoção poderosa, tem a capacidade de nos proteger de perigos reais, mas também de nos paralisar diante de oportunidades que nos poderiam transformar. O paradoxo do medo é que, ao tentar nos proteger da dor da perda, também nos priva das experiências mais ricas e significativas da vida.
O medo de perder pode se manifestar de diversas formas: o medo de perder um emprego, um relacionamento, uma amizade ou até mesmo a própria identidade ao tentar algo novo. Esse temor paralisa-nos, impede-nos de avançar e, muitas vezes, faz-nos optar pelo caminho mais seguro e previsível. No entanto, é justamente nesses momentos de incerteza que reside o potencial para as maiores conquistas e aprendizagens.
Imagine quantas histórias, quantas aventuras e quantos sucessos nunca aconteceram porque alguém teve medo de tentar. A magia da vida está nas oportunidades aproveitadas, nas chances que tomamos, mesmo sem garantia de sucesso. É na tentativa, no esforço e na coragem de seguir em frente, que encontramos nosso verdadeiro potencial.
Grandes inventores, artistas, empreendedores e líderes que admiramos hoje, todos enfrentaram o temor da perda em algum momento. O que os diferencia é a coragem de seguir em frente, mesmo quando o resultado não estava garantido.
A vida é feita de tentativas e erros, de sucessos e fracassos. Cada experiência, boa ou má, contribui para o nosso crescimento pessoal e profissional. Ao abraçarmos o medo e avançarmos apesar dele, abrimos- nos para um mundo de possibilidades e descobertas. Perdemos muito mais ao não tentar do que ao arriscar e falhar.
Viver plenamente exige coragem. A coragem de enfrentar o desconhecido, de arriscar o conforto pelo potencial de algo maior. Pense em todos os momentos em que hesitou por medo de perder: uma oportunidade de carreira, um amor verdadeiro, uma amizade sincera, ou até mesmo uma aventura que poderia ter mudado sua perspetiva. Cada uma dessas decisões molda o caminho da nossa vida.
Então, da próxima vez que o medo de perder surgir, lembre-se de que a verdadeira perda reside em não dar uma chance ao desconhecido. A coragem de tentar, de se permitir viver e aprender, é o que realmente enriquece a nossa existência.
Pergunte-se: o que faria se não tivesse medo de perder? Como seria a sua vida se abraçasse cada oportunidade com coragem e determinação? O primeiro passo para superar o medo é reconhecer sua presença e entender o seu impacto. Em seguida, é preciso tomar ações planeadas, mesmo que pequenas, para enfrentar e superar esse medo.
Superar o medo é um processo que envolve auto conhecimento, prática e a adoção de diversas estratégias e ferramentas. Aqui estão algumas abordagens eficazes para ajudá-lo a lidar com e a superar o medo:
- Identificação do Medo: o primeiro passo é identificar claramente o que receia. Anote os medos e reflita sobre as suas causas. É importante compreender as emoções e reações para lutar contra o medo da melhor maneira possível.
- Reenquadramento Positivo: em vez de ver o medo como um obstáculo, veja-o como uma oportunidade de crescimento. Imagine-se enfrentando o medo com sucesso. Visualizações positivas podem ajudar a reprogramar a mente.
- Procure Apoio: converse com amigos, familiares ou um profissional. Compartilhar as suas preocupações alivia a carga emocional.
- Mindfulness: práticas de meditação ajudam a acalmar a mente e a focar no presente e as técnicas de respiração profunda podem reduzir a ansiedade e ajudar a manter a calma.
- Exercício Físico: ajuda a reduzir o stress e a aumentar a sensação de bem-estar.
- Alimentação e Sono: manter uma dieta equilibrada e um sono adequado melhora a resiliência emocional.
- Aceitação da Imperfeição: aceite que errar faz parte do processo de crescimento. A perfeição é inatingível e o erro é um excelente professor.
- Foco no Processo: em vez de se preocupar com o resultado, concentre-se no crescimento ao longo do caminho.
Todos nós merecemos levar uma vida plena e saudável, e isso inclui sentir-se mental e emocionalmente bem.
Permita-se errar, permita-se crescer, permita-se viver plenamente. Porque no final das contas, a maior perda não é o fracasso, mas o arrependimento de não ter tentado.
A vida é curta demais para ser vivida com arrependimentos.
Saúde e Bem-estar
ONDE A HUMANIDADE FAZ MORADA: o papel dos espaços na dignidade da pessoa idosa
Durante o mês de junho, Arcos de Valdevez, veste-se de Violeta para consciencializar para a Violência Contra a Pessoa Idosa. Felicito o município por dar voz a esta causa. Contudo, também gostaria de sensibilizar o público sobre algo tão importante, como o impacto dos ambientes construídos na vida do ser humano, neste caso, mais especificamente na vida da pessoa idosa. Assim, partimos da premissa que o design tem como âmbito melhorar o quotidiano dos indivíduos, provendo-lhes bem-estar, autonomia, segurança, beleza e florescimento em todas as etapas da Vida.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, os indivíduos 65+ representavam 26,1% da população portuguesa, enquanto 5,9% correspondia a crianças dos 0-14 anos. Projeta-se, ainda, que em 2050, haverá uma mudança demográfica, a população 85+ representará uma maior percentagem, comparativamente ao estudo de 2023. Sendo que se prevê, que a população portuguesa terá uma diminuição. Observa-se, ainda, que a esperança média de vida dos portugueses, e restantes europeus, aumentou.
Os indicadores supracitados mostram-nos que o público 65+ ganha, ainda, mais relevância, sendo necessário criar respostas, sejam políticas, sociais, económicas, culturais e ambientais, que expressem dignidade e humanismo.
Neste artigo, exploraremos fatores ambientais, mais concretamente ambientes construídos para acolher a pessoa idosa. Num primeiro momento faremos uma observação breve e particular, “A casa é segura?”. Depois, debruçamos-mos sobre a generalidade, “como moldar ambientes que promovam bem-estar e o envelhecimento saudável”, sejam Lares Residenciais, sejam ERPIS, Centros de Dia ou Casas de Acolhimento.
Quando nos focamos nos temas “Longevidade”, “Design aplicado ao envelhecimento saudável”, aparece-nos um tema muito relevante, “aging in place” “a capacidade de viver na sua própria casa e comunidade com segurança, independência e conforto, independentemente da idade ou nível de habilidade”. Direcionando-nos, assim, para o envelhecimento bem-sucedido, em casa. No entanto, e se esse for o lugar de pesadelo? E se dentro dessas quatro paredes ocorrerem agressões físicas e/ou verbais, a um pai, mãe, a um avô? E se essas quatro paredes forem plateias silenciosas de crimes?
Num país ideal, a pessoa ou pessoas agressoras deveriam ser julgadas e condenadas a penas graves, colocadas longe das pessoas contra quem perpetraram a violência. Infelizmente, não vivemos nesse país ideal, obrigando a pessoa agredida a deslocar-se para outro ambiente. Acreditamos, então, que a pessoa idosa deverá ser transferida para um lugar que ofereça segurança, respeito e dignidade. Um lugar onde consiga recuperar o seu sentido de identidade, pertencimento e esperança.
(Sem querer entrar no mérito desta questão, importa referir que, por vezes, as famílias confiam os seus familiares idosos aos cuidados de instituições que, supostamente, deveriam zelar pelo seu bem-estar e dignidade. No entanto, é precisamente nesses contextos que, em alguns casos, se perpetram abusos físicos, psicológicos e emocionais. Embora, não constitua parte do âmbito deste artigo, em consciência deve-se deixar explicito que a violência pode existir em qualquer lugar ou contexto, sobretudo onde a humanidade, moralidade e respeito não fazem morada).
Como moldar ambientes que promovam bem-estar e o envelhecimento saudável?
As instituições que acolhem pessoas idosas caracterizam-se, na sua maioria, por ambientes mais clínicos e menos personalizados, o que pode contribuir para uma perceção de frieza e distanciamento. Apesar de, frequentemente, disporem de infraestruturas adequadas e de condições técnicas especializadas, nem sempre conseguem proporcionar espaços interiores afetivos e acolhedores, fatores essenciais para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida dos utilizadores.
Em primeiro lugar, é necessário compreender que estes ambientes são habitados por pessoas. Nesse sentido, importa recordar a “sacralidade do espaço do outro”, seja ele físico, psicológico, emocional ou espiritual.
Cada indivíduo carrega consigo uma história de vida, memórias, experiências, afetos e uma identidade única, construída ao longo do tempo. Assim, queremos que os ambientes ofereçam o estímulo ao movimento, à conexão social, conforto, acolhimento e autonomia. Mais do que responder a necessidades funcionais, devem contribuir para reforçar o sentido de identidade, pertença e valor pessoal. Relembrar que o envelhecimento não implica perda do propósito de vida. Reconhecer que mesmo durante esta etapa é possível definir novos objetivos, criar experiências e memórias novas. A este processo de desenvolvimento contínuo e realização pessoal dá-se o nome de florescimento.
Algumas Estratégias
Mobiliário
O mobiliário deve conciliar a funcionalidade e a segurança com elementos que façam sentido para os utilizadores. Sempre que possível, devemos aproximar-nos das referências visuais e estéticas da época destas pessoas. Por exemplo, uma cadeira semelhante à que tinham em casa, uma mesa de madeira familiar ou uma fotografia antiga podem despertar memórias e criar uma sensação de conforto e pertença.
Evitar o pré-conceito “este ambiente parece antiquado ou velho, temos de ser mais contemporâneos”.
Plantas e flores
A ligação com a natureza reduz o stress e a ansiedade. Poderá ser interessante criar atividades que juntem os utentes, criando conexões eles. Por exemplo, criar arranjos florais, colocar flores em jarras ou regar as plantas.
Arte
A arte conduz-nos à transcendência. Porque não uma manhã de pintura e, depois, expor as telas e desenhos nas paredes da sala e corredores? Além, de ficar mais colorido, reforçamos o envolvimento e o sentimento de lugar.
Música
Ouvir música emociona, traz movimento, ajuda na memória e no bem-estar.
Cor e Textura
Utilizar mantas feitas em crochet, podem ser doadas, compradas ou confecionadas pelas utentes, caso seja uma atividade que lhes dê prazer.
Liberdade de Escolha
Deixar as portas abertas para salas de atividades e/ ou jardins. A organização do espaço deverá prever “orientação e localização espacial” de forma efetiva, reduzindo barreiras e utilizando pontos de referência.
Personalização e Solitude
Organizar um cantinho para desenvolver as atividades que gosta, como ler ou rezar. E também estar sozinho, acolhendo os seus pensamentos e emoções. É importante que os cuidadores reconheçam que estar sozinho, não é estar só e solitude não significa solidão. Aceitar que a pessoa idosa é uma pessoa adulta, que necessita dos seus momentos de reflexão e de desabafo (choro).
No quarto, se possível, colocar fotografias ou objetos que tragam recordações felizes.
Iluminação
A luz representa a vida sem ela não conseguimos ver a cara das pessoas que amamos. Estudos revelam que os ambiente com iluminação aconchegante é mais efetivo a diminuir a ansiedade, ou seja, utilizar iluminação de temperatura “Branco Quente”. Contudo, a luz natural deve prevalecer em relação à iluminação, uma vez que regula o ritmo circadiano, melhorando o sono e consequentemente os processos cognitivos.
Reduzir a estimulação inútil
Minimizar a exposição a estímulos que não são úteis para a pessoa. A televisão que nunca se desliga, uma lâmpada que pisca e nunca é arranjada ou demasiados cheiros. A estimulação visual é tão stressante quanto muita estimulação auditiva.
Quanto mais humanizado for o ambiente, maior será a probabilidade de a pessoa se sentir segura, valorizada e compreendida, fortalecendo a sua confiança, autoestima e esperança.
Terminamos com esta frase de Viktor Frankl (neuropsiquiatra, escritor e sobrevivente dos campos de concentração nazi)
“Tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.”
Este artigo teve a revisão de Alexandra Teixeira, Gerontóloga e Mestre em Gerontologia Social.
Saúde e Bem-estar
Nem tudo o que pensa é verdade
“Para melhorar a qualidade de vida, melhore a qualidade dos seus pensamentos.”
Há frases que não fazem barulho, mas ficam.
Instalam-se devagarinho, como quem encontra lugar dentro de nós. À primeira vista, parece simples. Quase leve demais para a complexidade da vida que levamos.
Mas talvez seja exatamente aí que reside o seu poder: naquilo que, sendo simples, é profundamente difícil de praticar.
Pensamos o dia inteiro. Pensamentos que surgem sem pedir licença, que repetem histórias antigas, que antecipam medos ou ampliam inseguranças. E, muitas vezes, acreditamos neles como se fossem verdades absolutas. Mas… e se não forem?
E se muitos dos pensamentos que nos cansam não forem factos, mas apenas interpretações?
E se aquela voz interna que diz “não és capaz” for apenas eco de experiências passadas — e não um retrato fiel de quem somos hoje?
Melhorar a qualidade dos pensamentos não é forçar otimismo nem pintar a vida de cores irreais. Não é ignorar a dor, nem fingir que está tudo bem quando não está.
É, talvez, algo mais honesto e mais transformador: aprender a observar o que pensamos, em vez de acreditar automaticamente em tudo.
É criar um pequeno espaço entre o que acontece e o que dizemos a nós próprios sobre isso.
Porque é nesse espaço que tudo pode mudar!
Um mesmo acontecimento pode ser vivido como falha irreparável ou como oportunidade de aprendizagem.
Um erro pode ser o fim de uma narrativa — ou o início de uma versão mais consciente de nós.
Uma dificuldade pode ser um peso — ou um convite ao crescimento.
Não é a vida que muda primeiro.
É o olhar.
E esse olhar constrói-se. Com prática. Com intenção. Com gentileza.
Talvez possamos começar por algo simples: observar os pensamentos que mais se repetem.
Questioná-los com curiosidade em vez de os aceitar com resignação.
Substituir a dureza por um pouco mais de suavidade.
E, sempre que possível, trocar a crítica por compreensão, a rigidez por abertura, o automático por consciente!
Porque cuidar dos pensamentos é, no fundo, uma das formas mais profundas de cuidar da própria vida.
Da próxima vez que um pensamento surgir como verdade absoluta, faça uma pausa.
Pergunte-se: isto é um facto… ou é apenas a forma como aprendi a olhar?
Nem tudo o que pensa é verdade.
Mas tudo o que acredita… molda a vida que vive!
Saúde e Bem-estar
“A vida não avisa”
Há notícias que não gritam, mas deixam um silêncio pesado no ar. Um silêncio que nos acompanha durante dias, talvez semanas, e que nos obriga a olhar para dentro.
Quando alguém parte de forma súbita, quando um comboio de tempestades obriga a declarar estado de calamidade, quando continuam as guerras…
O mundo não pára — mas devia.
Devia parar, para nos perguntar se estamos realmente a viver ou apenas a passar pelos dias, distraídos, como se o tempo fosse um bem infinito.
Vivemos agarrados ao ‘um dia’:
Um dia digo o que sinto!
Um dia faço a mudança!
Um dia cuido mais de mim!
Um dia abraço com mais tempo!
Mas a vida não se constrói em promessas futuras. Constrói-se neste instante breve, frágil e irrepetível que chamamos AGORA.
O DESAPEGO, tantas vezes mal compreendido, não é ausência de amor. É coragem. É a coragem de soltar o que pesa, o que magoa, o que já não nos serve. É perceber que não levamos connosco bens, cargos ou certezas — apenas a forma como vivemos e amámos.
Desapegar é confiar mais na vida do que no controlo. É aceitar que nada nos pertence verdadeiramente, nem sequer as pessoas que amamos. E, paradoxalmente, é isso que nos ensina a amá-las melhor: com presença, com verdade, sem adiamentos.
Viver o agora, não é viver depressa.
É viver inteiro.
É ouvir sem pressa, dizer o que importa, estar disponível para quem está aqui hoje. É escolher o essencial num mundo que insiste em distrair-nos do que realmente conta.
Quando alguém parte sem aviso, deixa-nos um lembrete doloroso, mas valioso:
Não adiar a vida.
Não adiar o amor.
Não adiar a coragem de ser quem somos.
Porque, no fim, o agora não é apenas um momento…
É tudo!
Aqui ficam algumas formas simples de usar o poder do agora na prática:
Começar pelo corpo
A mente viaja para o passado e para o futuro. O corpo está sempre no presente.
Parar por um minuto e prestar atenção à respiração, aos pés assentes no chão ou ao som ambiente é uma forma imediata de regressar ao agora. É simples, mas profundamente eficaz.
Fazer uma coisa de cada vez
Vivemos em modo multitarefa, mas a presença exige foco.
Quando estiver a conversar, converse.
Quando estiver a trabalhar, trabalhe.
Quando estiver a descansar, descanse — sem culpa.
A qualidade da atenção transforma a experiência.
Dizer o que importa hoje
O poder do agora também é emocional. Muitas palavras ficam adiadas para um “momento certo” que pode nunca chegar.
Se algo precisa de ser dito com amor e verdade, talvez o momento seja este.
Libertar pequenos pesos diariamente
Desapegar-se não é um gesto radical; é um exercício contínuo.
Perdoar uma pequena ofensa.
Desistir de uma discussão desnecessária.
Deixar ir uma expectativa irrealista.
Cada libertação abre espaço para viver com mais leveza.
Criar micro-momentos de presença
Não é preciso mudar de vida para viver o agora. Basta mudar a forma como se vive o que já existe.
Beber o café com atenção.
Observar o pôr do sol sem telemóvel.
Ouvir verdadeiramente quem fala connosco.
São gestos simples, mas são nesses detalhes que o presente ganha profundidade.
Perguntar diariamente: “Isto importa mesmo?”
O agora ajuda-nos a distinguir o essencial do acessório. Muitas preocupações dissolvem-se quando percebemos que não têm peso real nesse instante.
Viver o agora não elimina a dor nem impede imprevistos, mas dá-nos algo precioso: consciência.
Com a consciência vem a escolha:
de amar mais,
de reagir melhor,
de valorizar o que está diante de nós.
O poder do agora não está em fazer mais… está em estar mais.
Porque a vida não acontece ontem nem amanhã.
Acontece aqui e AGORA!
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Bruno Almeida
5 de Junho, 2024 at 19:27
É verdade que o medo de fazer, o medo de tentar na maioria das vezes bloquea-nos.
Mas é verdade que muitas vezes ao corrermos o risco, porque não tivemos medo tomamos decisões que são irreversíveis.
No meu ponto de vista ter medo ou não é uma faca de dois bicos.
É verdade que “quem não arrisca não petisca”.
Faz sentido enfermeira?
Obrigado por mais um artigo que nos põe a pensar.